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Dirigentes latinos afirmam que pandemia reinventou o futebol

Integrantes de federações da América Latina fizeram avaliações otimistas sobre crise

Pleno.News - 28/09/2020 10h37

Dirigentes de várias federações sul-americanas avaliam impactos da pandemia no futebol Foto: Folhapress/Everton Silveira

A atenção às categorias de base, a criatividade para solucionar problemas econômicas e a necessidade de ferramentas de controle ou fair play financeiro são algumas das questões enfrentadas pelo futebol latino-americano, analisaram dirigentes de Colômbia, México e Chile no fórum virtual Soccerex Connected, neste fim de semana.

– A pandemia fez a gente se reinventar. Nas seleções nacionais foram organizadas concentrações virtuais com as equipes juvenis, o que permite aos treinadores não perder o contato com o jogador – afirma o secretário-geral da Federação Mexicana de Futebol, Íñigo Riestra.

Riestra é um de diversos dirigentes sul-americanos que avaliaram o momento de crise por causa da pandemia como um momento de “reinvenção”. Durante uma mesa-redonda no evento, ele admitiu que a paralisação tirou 50% da renda da federação, mas decidiu analisar o lado positivo.

Juan Fernando Mejía, integrante da Federação Colombiana de Futebol, disse que as crises “trazem oportunidades”, e que uma delas é “reinventar o sistema salarial e a estrutura de renda” após seis meses sem jogos, patrocínios e redução do faturamento pela televisão, além de olhar para as categorias de base.

– Com a pandemia, temos a oportunidade de inscrever mais jogadores, até 50, segundo a Conmebol, o que abre o caminho para que os jovens se tornem profissionais em menos tempo. Para a Colômbia, que é um país exportador, esta é, sem dúvida, uma oportunidade – analisou.

Do ponto de vista de um clube, o presidente da Universidad Católica do Chile, Juan Tagle, concordou que é “fundamental” remunerar melhor as equipes que formam talentos que futuramente triunfarão em outros lugares.

– Muitos jogadores chegam à Europa e existem mecanismos para melhorar a defesa dos direitos dos clubes formadores. Existem mecanismos de solidariedade de 5%, mas eles têm deficiências. No nível da Fifa e da Conmebol, temos que nos posicionar com firmeza em defesa deste patrimônio do futebol sul-americano, que é a formação de jogadores – argumentou.

*Com informações da Agência EFE

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