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Diretor da Anvisa aponta má-fé e desrespeito dos argentinos

Viajantes que tenham passado por Reino Unido, África do Sul e Índia, nas últimas duas semanas, estão impedidos de ingressar no Brasil

Monique Mello - 06/09/2021 11h10 | atualizado em 06/09/2021 16h45

Partida Argentina x Brasil foi suspensa Foto: EFE/Sebastião Moreira

Alex Machado Campos, diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), apontou má-fé, desrespeito e abuso por parte da delegação da seleção argentina, no episódio que culminou na fatídica interrupção da partida entre Brasil e Argentina, neste domingo (5), pelas eliminatórias da Copa do Mundo.

Pelas regras sanitárias brasileiras, viajantes que tenham passado por Reino Unido, África do Sul e Índia, nas últimas duas semanas, estão impedidos de ingressar no Brasil, como forma de evitar a disseminação da variante delta do coronavírus.

– Na minha opinião, houve deliberada má-fé, e depois uma reiteração de desrespeito não só à agência, mas às autoridades sanitárias do país, à Secretaria de Saúde de São Paulo, que atuou em conjunto com a Anvisa. Eles deliberadamente resolveram não cumprir a quarentena – disse o diretor da Anvisa.

Os jogadores Emiliano Martinez, Emiliano Buendia, Giovani Lo Celso e Cristian Romero prestaram informações falsas, a fim de não serem barrados. O diretor ressaltou que a agência tentou resolver a situação antes do início do jogo, com o objetivo apenas de retirar os quatro jogadores argentinos.

– O cara mentiu. Depois vai para a quarentena, não vai. Fica no discurso de que vai conseguir uma excepcionalidade. Vai até o jogo, peitando, desafiando, desrespeitando, e escala os jogadores. É um abuso o que aconteceu. Infelizmente culminou com o fim do jogo, que não era o que queria a Anvisa. A Anvisa queria apenas segregar os quatro jogadores – disse Campos.

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