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Caboclo diz que compra de jato para a CBF foi “planejada”

Aeronave foi adquirida no mesmo dia que vítima apresentou denúncia de assédio contra o presidente afastado da entidade

Pleno.News - 21/06/2021 18h50 | atualizado em 21/06/2021 18h51

Rogério Caboclo negou irregularidades em compra de avião para a CBF Foto: CBF/Lucas Figueiredo

Afastado de suas funções desde o dia 6 de junho, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rogério Caboclo, se pronunciou nesta segunda-feira (21) sobre a aquisição de um jato por US$ 14 milhões (R$ 71,7 milhões na cotação atual) para a entidade. Paga à vista, a compra foi realizada no mesmo dia em que uma funcionária formalizou denúncia de assédio sexual e moral contra ele.

Por meio de nota oficial, Caboclo afirma que a decisão de comprar o avião foi “planejada por diversos meses” e teve como objetivo “atualizar o patrimônio da entidade”, além de ter sido feita em “condições vantajosas”.

O mandatário também ressaltou que a transação foi realizada com a anuência da diretoria financeira e jurídica da CBF — tendo sido orientado a fazer a compra de forma “imediata” —, e antes das denúncias de assédio contra ele.

A informação da compra do Legacy de 16 lugares foi publicada inicialmente pelo UOL, e confirmada pelo Estadão. Atualmente, a CBF possui um jato particular (um Citation, de 12 lugares) que é utilizado para deslocamentos da cúpula da confederação – em especial, do presidente Rogério Caboclo.

Segundo bastidores, a compra do jato não havia sido discutida com o restante da diretoria, que tentou se desfazer do negócio por entender ser mais uma “herança maldita” da atual gestão.

Rogério Caboclo foi afastado por 30 dias após decisão do Comitê de Ética da CBF, que recebeu a denúncia de assédio contra o presidente no dia 4 de junho. O mandatário nega as acusações. Quem assumiu seu lugar foi o vice-presidente Antônio Carlos Nunes, de 82 anos. Ele é o mais velho na função, e homem de confiança do ex-presidente Marco Polo del Nero, banido do futebol pela Fifa.

*AE

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