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Aprovação de Tite como técnico da Seleção despenca

Fraco desempenho da Seleção tem decepcionado brasileiros

Gabriela Doria - 16/12/2019 15h05 | atualizado em 16/12/2019 15h37

Popularidade de Tite vem caindo com os brasileiros Foto: EFE/ Antonio Lacerda

Popular e aprovado pelos torcedores antes da Copa de 2018, Tite teve uma queda na avaliação do seu trabalho como técnico da Seleção neste ano. Segundo pesquisa Datafolha, 37% dos brasileiros consideram o desempenho do treinador ótimo ou bom. Em junho de 2018, antes do torneio na Rússia, essa aprovação era de 64%.

De acordo com o Datafolha, o percentual de brasileiros que avaliam a passagem do técnico como péssima subiu de 5% no ano passado para 16% em dezembro de 2019. Outros 32% disseram que o trabalho é regular, e 15% não souberam opinar.

A pesquisa foi realizada entre os dias 5 e 6 de dezembro e entrevistou 2.948 pessoas em 176 municípios do Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Desde a eliminação para a Bélgica nas quartas de final do Mundial, a seleção disputou 22 partidas e conseguiu aproveitamento de 72%. A equipe venceu a Copa América no Brasil, com vitórias sobre o Peru, na decisão, e a Argentina, na semifinal.

O desempenho, porém, caiu nos amistosos realizados depois do título continental. Em seis partidas, venceu uma, empatou três e perdeu duas, contra peruanos e argentinos.

No período, o técnico se viu no meio de um problema histórico do calendário da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Como o Campeonato Brasileiro não para durante as datas da Fifa destinadas para amistosos, ele desfalcou equipes do país ao convocar atletas para a seleção. Ouviu queixa de treinadores e de dirigentes dos clubes.

– Estou tendo bom senso, mas existem fatores de calendário, que não é da CBF, é dos clubes também. Tive dois títulos, 2011 e 2015 [com o Corinthians, no Brasileiro], e também sofri. Sei dimensionar isso, mas sabia também que poderia fazer grupo forte para chegar – afirmou o técnico Tite em setembro.

Na época, chamou sete jogadores de cinco clubes brasileiros, que não puderam disputar duas rodadas no Nacional para estarem nos amistosos contra Senegal e Nigéria. O técnico disse, então, que não deixaria de convocar atletas de clubes nacionais.

Mudou de ideia em outubro, quando anunciou a equipe para os jogos contra Argentina e Coreia do Sul, disputados em novembro. Tite não listou jogadores de times do Brasil.

Em 2019, o técnico completou três anos à frente da Seleção. Assumiu o cargo em um momento de crise na equipe (fora da zona de classificação para o Mundial) e na CBF, na época presidida por Marco Polo Del Nero, banido do futebol pela Fifa, acusado de corrupção.

Com Tite, a Seleção fez a melhor campanha da sua história nas eliminatórias da Copa do Mundo. A equipe teve 85% de aproveitamento, com 17 vitórias, 3 empates e apenas uma derrota.

Em junho de 2018, 48% dos brasileiros acreditavam que a seleção conquistaria o Mundial, segundo pesquisa Datafolha. A aprovação de Tite, na época, de 64%, superava a de Luiz Felipe Scolari (51%) antes do Mundial de 2002, quando conquistou o título no Japão, os 49% de Dunga em 2010 e os 62% de Parreira em 2006. Ficava atrás dos 68% de Felipão antes do Mundial do Brasil, em 2014.

Na Rússia, a equipe não repetiu o desempenho de antes. Empatou na estreia com a Suíça, venceu Costa Rica e Sérvia, na fase de grupos, e México, nas oitavas. Com a queda nas quartas, repetiu as campanhas de 2010 e 2006, as piores da equipe no século.

Após o torneio, o técnico conseguiu um feito raro na seleção. Desde 1978, nunca um treinador eliminado em Mundiais havia tido o contrato renovado. Em julho de 2018, menos de um mês após a derrota para a Bélgica, a CBF anunciou a renovação do acordo até 2022, ano da competição da Fifa no Qatar.

– Tite tem contrato até a Copa do Qatar (2022) e até lá a gente conta com ele. Ele fica independentemente do resultado – afirmou Rogério Caboclo, presidente da CBF, em junho deste ano.

Para chegar ao torneio, a Seleção precisa conquistar uma das quatro vagas destinadas à América do Sul (o quinto colocado deve disputar uma repescagem). As eliminatórias começam em março. Neste ano, o Brasil jogará ainda outra edição da Copa América, que será realizada entre junho e julho, na Argentina e na Colômbia.

*Paulo Passos para Folhapress

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