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Russo cria fundação para ajudar demitidos por razões políticas

Piloto Nikita Mazepin foi desligado da equipe Haas

Pleno.News - 09/03/2022 12h34 | atualizado em 09/03/2022 12h50

Nikita Mazepin Foto: EFE/EPA/Antonin Vincent / POOL

O piloto russo Nikita Mazepin foi demitido da equipe Haas de Fórmula 1 após a invasão russa contra a Ucrânia. Nesta quarta-feira (9), ele anunciou a criação de uma fundação para ajudar esportistas que não podem competir por motivos políticos e pedir “neutralidade” no mundo esportivo.

– Hoje anuncio a criação de uma nova fundação para ajudar esportistas que foram bloqueados de competir por razões políticas – disse à imprensa.

A decisão também foi anunciada nas redes sociais.

Mazepin teve o contrato com a Haas rescindido na semana passada. No mesmo período, ocorreu o fim do contrato de patrocínio com a empresa russa Uralkali, que agora irá à Justiça para exigir da equipe a devolução do dinheiro investido para a temporada de 2022.

Na opinião do piloto, a decisão da equipe foi injusta. Ele disse que estava preparado para competir como neutro, em conformidade com as regras da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), em relação aos russos.

A nova fundação, chamada We compete as one (Competimos como um só, em tradução livre), será financiada pelo dinheiro que a Uralkali tinha reservado para patrocinar a equipe. A empresa afirma que a Haas cometeu uma ação injustificada ao rescindir o contrato com efeito imediato.

– A decisão da Haas não se baseou em nenhuma disposição da autoridade da FIA, nem foi ditada por qualquer sanção imposta a mim, ou ao meu pai (Dmitry Mazepin) ou à empresa dele (Uralkali). Eu me pergunto se não há lugar para a neutralidade no esporte. Um esportista tem o direito não só de ter uma opinião, mas também de manter a sua opinião fora do espaço público? Deve um desportista ser castigado por isso? – declarou Mazepin, por meio de videoconferência, em Moscou.

Ele recordou o que acontece quando um país se recusa a competir com outro nos Jogos Olímpicos por causa de desacordos políticos.

– Na década de 80, vimos uma geração de atletas ter os seus sonhos arruinados quando os países começaram a se boicotar mutuamente. É aqui que queremos estar? Ou o esporte é uma forma de aproximar as pessoas, mesmo nos tempos mais difíceis, e especialmente nos tempos mais difíceis? – questionou.

O piloto explicou ainda que a fundação fornecerá apoio financeiro, jurídico e médico aos esportistas proibidos de competir por razões políticas.

– Todos sabemos que a carreira de um atleta é curta e requer anos de intenso sacrifício para ter um desempenho no mais alto nível. Quando essa recompensa final é tirada, o efeito é devastador. Ninguém pensa no que acontece a seguir. Vou tratar do assunto – anunciou.

*EFE

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