Após exigência de teste, Imane Khelif desiste de competição
Boxeadora argelina não se inscreveu para Copa do Mundo, que acontecerá na Holanda
Pleno.News - 06/06/2025 10h54 | atualizado em 06/06/2025 11h43

A boxeadora argelina Imane Khelif desistiu de disputar a Copa do Mundo de Boxe, em Eindhoven, na Holanda. A atleta, alvo de polêmica durante os Jogos Olímpicos de Paris, não se inscreveu a tempo de competir. Uma semana antes, a World Boxing, organização que regulamenta o boxe amador, havia anunciado testes obrigatórios de gênero para todos os atletas.
– A decisão de excluir Imane não é nossa. Lamentamos isso – disse o diretor de mídia da competição, Dirk Renders, em entrevista à agência Associated Press.
Khelif pretendia retornar às competições internacionais em Eindhoven neste fim de semana, antes que a World Boxing anunciasse sua nova política de testes de sexo no último dia 30 de maio. O órgão regulador mencionou especificamente a atleta de 26 anos, argumentando que ela teria que ser aprovada no exame para lutar em qualquer evento futuro, incluindo a Copa do Mundo.
A atleta conquistou a medalha de ouro na Olimpíada de Paris-2024 em meio a um escrutínio internacional sobre ela e Lin Yu-ting, de Taiwan, outra medalhista de ouro. O órgão regulador anterior do boxe olímpico, a Associação Internacional de Boxe (IBA), desclassificou as duas lutadoras do Mundial de 2023, alegando que elas não passaram em testes de elegibilidade.
A IBA, porém, foi banida, e o Comitê Olímpico Internacional (COI) organizou os dois últimos torneios olímpicos de boxe em seu lugar, aplicando as regras de elegibilidade de sexo usadas nas Olimpíadas anteriores. Khelif e Lin, com isso, ficaram elegíveis para competir sob esses padrões.
Desde então, a World Boxing foi provisoriamente aprovada como organizadora do boxe nos Jogos de Los Angeles-2028 e tem enfrentado pressão de boxeadores e suas federações para criar padrões de elegibilidade de sexo. Khelif planejava defender sua medalha de ouro no peso meio-médio nos Jogos de Los Angeles, mas alguns boxeadores e suas federações já se manifestaram contra sua inclusão.
*AE
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