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Confira os principais nomes que deixaram a Globo desde 2019

Profissionais como Angélica e Reynaldo Gianecchini anunciaram novos projetos em outras empresas

Paulo Moura - 08/07/2021 13h55 | atualizado em 08/07/2021 14h51

Desde o início de 2020, a Rede Globo passou a viver um verdadeiro êxodo de grandes personalidades da emissora. Diferente de até pouco tempo atrás, quando as decisões partiam apenas das mãos da “platinada”, que se apresentava como o “sonho de consumo” dos profissionais da dramaturgia, do esporte e de outras áreas, agora são os próprios profissionais que estão iniciando o processo de saída da casa. Exemplos como o do apresentador Faustão e o do repórter Tino Marcos, que há mais de três décadas integravam os quadros do canal, começam a deixar de ser exceção.

No caso de Faustão, que estava há 32 anos na emissora, a decisão foi divulgada no fim de janeiro deste ano e foi tomada após o apresentador recusar os termos oferecidos pela Globo para renovar o contrato, como a mudança de seu programa para as noites de quinta-feira, em um novo formato. No lugar da emissora carioca, Fausto escolheu se mudar para a Band, e, para seu lugar, a Globo escolheu Luciano Huck.

ESPORTE DA GLOBO PERDE EVENTOS E JORNALISTAS CONHECIDOS
Com a perda dos direitos de transmissão de tradicionais eventos esportivos, como a Copa Libertadores e a Copa América, a Globo viu seu poderio ser reduzido em uma área que monopolizou nas últimas décadas. Mas um evento em específico levou embora também nomes tradicionais do jornalismo esportivo da empresa carioca.

Com a perda da Fórmula 1 para a Band, que passou a exibir a modalidade esportiva a partir de 2021, o narrador Sérgio Maurício e a repórter Mariana Becker, profissionais consagrados nos esportes a motor e que atuavam semanalmente nas exibições dos GPs da categoria, seguiram o mesmo caminho do evento e escolheram a emissora paulista como nova casa.

Porém, o maior nome do setor a deixar a emissora foi o repórter Tino Marcos, que deixou o canal em que trabalhou por 35 anos para, segundo ele, dedicar-se à família. O repórter também disse que estava cansado das coberturas diárias. A saída foi divulgada pela Globo no dia 2 de fevereiro.

Além de Tino, outra grande personalidade que pediu para deixar a emissora carioca foi Muricy Ramalho, que encerrou, no dia 7 de dezembro, o trabalho como comentarista no Grupo Globo e decidiu assumir um cargo na diretoria do São Paulo. E o apresentador Carlos Cereto, com 20 anos de casa, foi o nome mais recente do esporte a deixar a empresa, no dia 1° de julho deste ano.

NO JORNALISMO, PROFISSIONAIS OPTAM POR NOVOS PROJETOS
Outro nome conhecido nas telas da Globo e que deixou a empresa após mais de 30 anos de trabalho foi o repórter José Raimundo. No caso dele, a decisão foi tomada pela própria emissora e anunciada por ele no início de janeiro deste ano. Profissional bastante conhecido por suas reportagens sobre meio ambiente exibidas no Globo Repórter, ele foi demitido após 31 anos de casa.

Grandes nomes do jornalismo, mas da parte de apresentação, deixaram a emissora por projetos na CNN Brasil. Praticamente na mesma semana, em outubro do ano passado, os âncoras Márcio Gomes e Glória Vanique optaram por aceitar a proposta do novo canal brasileiro de notícias e partiram para novas jornadas. Já a comentarista de economia, Juliana Rosa, optou por sair da Globo em junho deste ano e seguiu para a Band.

A diretoria da Globo também perdeu nomes conhecidos. Carlos Henrique Schroder, diretor de Entretenimento e diretor-executivo de Criação e Produção de Conteúdo, saiu após 35 anos de empresa. Sua saída foi anunciada em um comunicado assinado pelo presidente-executivo da Globo, Jorge Nóbrega, em novembro. A diretora de Jornalismo da Globo, Silvia Faria, foi outro nome da chefia da Globo a deixar a empresa após o fim do ano. A gestora estava na TV desde 2001.

DRAMATURGIA TEM ENXURRADA DE SAÍDAS
Apesar das baixas em diversos setores, nenhuma área da emissora teve tantas saídas quanto a dramaturgia, entre 2019 e 2020. O número de atores, atrizes e autores que deixaram a Globo foi tamanho que até calcular o número exato se tornou difícil.

Bruno Gagliasso e Bruna Marquezine, nomes conhecidos na emissora, deixaram a casa em 2019. O ator Stênio Garcia foi demitido após 47 anos dando vida a personagens marcantes, como o Bino, do seriado Carga Pesada, e o tio Ali, da novela O Clone, e revelou uma grande mágoa da emissora.

Outra demissão que gerou forte repercussão no mundo da TV foi a do novelista Aguinaldo Silva. Autor de sucessos memoráveis como Senhor do Destino e A Indomada, Aguinaldo trabalhou na Globo por mais de quatro décadas e tinha um salário de R$ 3 milhões.

Além de Aguinaldo, o autor Silvio de Abreu também saiu da empresa, famoso por novelas como Guerra dos Sexos, Cambalacho, Sassaricando, Rainha da Sucata, Deus Nos Acuda, A Próxima Vítima, Torre de Babel e Belíssima, ele estava há mais de 40 anos na Globo.

Outros nomes dos bastidores da dramaturgia a deixarem a Globo foram a escritora Elizabeth Jhin, após 30 anos na empresa, e o diretor de novelas Pedro Vasconcelos, que estava na emissora desde o fim dos anos 80, quando estreou como ator. Jhin, nome clássico da empresa carioca, ficou conhecida por obras como Espelho da Vida (2018), Além do Tempo (2015), Escrito nas Estrelas (2010), Amor Eterno Amor (2012) e Eterna Magia (2007).

Ainda dentro da dramaturgia, houve a saída de Regina Duarte, que foi chamada para assumir a Secretaria Especial da Cultura no governo Bolsonaro; Miguel Falabella, que atuou e roteirizou programas de TV; Vera Fischer, que pertenceu ao quadro de funcionários por mais de 40 anos; e Renato Góes, que foi alçado ao posto de protagonista, em 2019, quando estrelou a novela Órfãos da Terra.

Três outros grandes nomes da emissora não tiveram seus contratos renovados. Com mais de 50 anos de casa, o icônico casal Tarcísio Meira e Glória Menezes deixou o quadro de funcionários. Mas, apesar disso, a Globo declarou que está de portas abertas para futuros trabalhos.Outro veterano a deixar o barco foi Antonio Fagundes, que tinha um dos maiores salários dentro da empresa. Seu último trabalho na TV, ao longo desses 44 anos, foi na novela Bom Sucesso, que foi ao ar em 2019, no horário das 19h.

Dois nomes que protagonizaram inúmeras telenovelas na Globo ao longo das últimas décadas também saíram da empresa. Em abril, Letícia Spiller anunciou que seu contrato de 29 anos havia chegado ao fim e que ela passaria a trabalhar por obras, como diversos outros atores e atrizes da empresa.

Em julho deste ano foi a vez dos atores Paulinho Vilhena, após 23 anos de casa, e Reynaldo Gianecchini, após 21, deixarem a emissora carioca. Gianecchini, inclusive, já anunciou um acerto com a Netflix após ficar um ano sem contrato fixo com a Globo.

Quem também saiu da emissora para assumir um projeto em uma gigante do entretenimento foi a apresentadora Angélica, que fechou contrato com a HBO Max no fim de junho.

A atriz Sheron Menezzes decidiu não renovar seu contrato com a Rede Globo e saiu da emissora após 18 anos participando de produções.

O ator Bruno Gissoni, por sua vez, entrou na lista dos demitidos. Após uma década atuando na emissora carioca, a empresa optou, no último mês de outubro de 2020, por não renovar seu contrato com ele.

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