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Salles improvisou discurso após perder papel; leia o original

Diretor deu declarações durante conversa com a imprensa

Pleno.News - 04/03/2025 20h46 | atualizado em 04/03/2025 21h27

Walter Salles Foto: EFE/EPA/ALLISON DINNER

No último domingo (2), Walter Salles teve de mudar seus planos na hora em que foi chamado ao palco de Oscar para receber o prêmio de Melhor Filme Internacional por Ainda Estou Aqui. O diretor não encontrou o papel em que havia anotado o discurso que planejava fazer originalmente e acabou por improvisar.

Salles deu declarações sobre o ocorrido durante encontro com jornalistas nesta segunda-feira (3).

– Andando para o palco, fui tentar achar as notas que eu tinha escrito e eu não encontrei. Então fiquei com o óculos sem ter o que ler. Eu terminava dizendo: “viva a democracia, ditadura nunca mais”. Essa parte era a única que seria em português, mas que precisava ser dita, então fico muito feliz de fazer isso hoje – contou o cineasta.

Ele compartilhou com os presentes a íntegra de seu discurso original. As informações são do Estadão.

Sem o papel, no palco, Walter citou Eunice Paiva, Fernanda Torres e Fernanda Montenegro.

– Obrigado ao cinema brasileiro. Estou honrado por receber este prêmio de um grupo extraordinário de cineastas. Este prêmio vai para uma mulher que, até o final de um regime autoritário, decidiu não se curvar e resistir. Isso vai para ela. Seu nome é Eunice Paiva. E vai para as duas mulheres extraordinárias que a viveram, Fernanda Torres e Fernanda Montenegro. Tom Bernard, Michael, vocês são os melhores. Isso é extraordinário, muito obrigado – falou.

Leia, abaixo, a íntegra da versão original, que estava no papel perdido:

Obrigado, em nome do Cinema Brasileiro.

Agradeço à Academia por reconhecer a história de uma mulher que, diante de uma tragédia causada uma ditadura militar, optou por resistir para proteger sua família. Em um tempo em que tais regimes estão se tornando cada vez menos abstratos, dedico esse prêmio a Eunice Paiva e a todas as mães que, diante de tamanha adversidade, têm a coragem de resistir. Que nos ensinam a lutar sem perder a capacidade de sorrir, mesmo quando elas se sentem frágeis.

Este prêmio também pertence a duas mulheres extraordinárias, Fernanda Torres e Fernanda Montenegro. Elas não apenas elevaram nosso filme, mas representam o fato de que a arte resistiu no Brasil.

Governos autoritários surgem e desaparecem no esgoto da história, enquanto livros, canções e filmes ficam conosco… Obrigado a todos, em nome do cinema brasileiro e latino-americano!!

Viva a Democracia, Ditadura nunca mais!

Discurso original estava no papel que o diretor não encontrou

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