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Na avaliação do jornalista, a aeronave voava baixo quando se chocou com os fios de alta tensão

Thamirys Andrade - 06/11/2021 12h50 | atualizado em 06/11/2021 12h53

William Waack é contratado da CNN Brasil Foto: CNN / Divulgação

Piloto licenciado, o jornalista William Waack, da CNN Brasil, usou seus conhecimentos de aviação para analisar o que pode estar por trás da queda de aeronave, que resultou na morte da cantora Marília Mendonça e de mais quatro ocupantes, nessa sexta-feira (5).

Inicialmente, Waack ressaltou que o avião em questão é considerado “muito confiável”, e de “extraordinário êxito” para voos executivos. Destacou ainda que a aeronave era perfeitamente capaz de percorrer até o dobro da distância do percurso que fez na tarde do acidente.

– Nós estamos falando de um King Air 90. É considerado um avião de extraordinário êxito na aviação executiva e na a aviação geral. Ele está aí há mais de meio século. É um avião, portanto, muito bem apreciado, um avião considerado de fácil e dócil pilotagem, ele tem grande aceitação no Brasil porque é capaz de pousar, de operar em pistas curtas, pistas mal preparadas. Portanto, é uma boa aeronave – frisou.

Waack assinalou, porém, que a região do aeroporto de Caratinga possui uma topografia evitada por grande parte dos pilotos, e que exige um “bom conhecimento da localidade”. Ele observou, também, que a extensão da pista do aeroporto não é exatamente curta, mas não chega a ser extensa o suficiente para oferecer um pouso com tranquilidade aos comandantes.

– Vocês estão vendo os morros em volta dessa pista? Piloto nenhum gosta disso. Esportivamente falando, é divertido pros pilotos, digamos, toda série de manobras necessárias para ter um pouso seguro, calculado e estável, levando em consideração a topografia. A topografia de Caratinga não é das mais favoráveis para avião nenhum.

O jornalista também atentou para o fato de que a cidade está a 700 metros de elevação, o que, segundo ele “já afeta a performance de qualquer aeronave, sobretudo quando faz calor”.

Com cálculos simples, Waack concluiu que a aeronave voava baixo quando se chocou com os fios de alta tensão do local, e esse é um dos pontos que precisa ser investigado.

– Qual é o problema? Exatamente no ponto em que as aeronaves costumam ficar alinhadas com o eixo da pista, que é onde ele caiu, há fios de alta tensão. (…) É um fato do qual a gente não pode fugir: esse avião estava em um ângulo de descida um pouco mais baixo do que seria o ângulo de descida ideal. Qual é a razão de o piloto ter escolhido essa aproximação numa rampa mais baixa? Esse é um ponto importante para a investigação.

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