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Ministério muda classificação indicativa do filme de Gentili

Mudança foi oficializada nesta quarta-feira em despacho publicado no Diário Oficial da União

Paulo Moura - 16/03/2022 08h36 | atualizado em 16/03/2022 09h16

Danilo Gentili em Como se Tornar o Pior Aluno da Escola Foto: Reprodução/Filme Como se Tornar o Pior Aluno da Escola

Em um despacho publicado na edição desta quarta-feira (16), do Diário Oficial da União (DOU), o Ministério da Justiça mudou a classificação indicativa do filme Como se Tornar o Pior Aluno da Escola. O longa virou alvo de polêmica desde o último final de semana por conter uma cena que faz referência à pedofilia.

Citando “tendências de indicação como coação sexual; estupro, ato de pedofilia e situação sexual complexa”, o documento assinado pelo secretário José Vicente Santini alterou a recomendação etária do filme de 14 para 18 anos. O texto também recomenda que o filme seja exibido após as 23h em televisão aberta.

Ainda de acordo com o despacho, a nova classificação etária, com os devidos descritores de conteúdo, deverá ser utilizada em qualquer plataforma ou canal de exibição de conteúdo classificável em até cinco dias corridos.

Despacho do Ministério da Justiça alterando classificação indicativa do filme de Gentili Foto: Reprodução/Diario Oficial da União

SUSPENSÃO DA EXIBIÇÃO
Na terça-feira (15), o Ministério da Justiça e Segurança Pública determinou que as plataformas com direitos de distribuição do filme Como se Tornar o Pior Aluno da Escola suspendam a exibição, disponibilização e oferta do longa imediatamente. A medida prevê o pagamento de uma multa diária de R$ 50 mil caso a decisão não seja cumprida pelas plataformas em até cinco dias.

Atualmente, disponível nos serviços de streaming Netflix, Telecine, Globoplay, YouTube, Apple e Amazon, a obra virou alvo de polêmica nos últimos dias por apresentar cenas escatológicas retratando a pedofilia. Em um dos momentos do longa, um personagem interpretado pelo ator Fábio Porchat aparece tentando abusar sexualmente de dois adolescentes.

O Grupo Globo, dono de duas plataformas que exibem o longa (Globoplay e Telecine) se disse atento “às críticas de indivíduos e famílias que consideraram inadequados ou de mau gosto trechos” da obra. No entanto, a empresa afirmou que “a decisão administrativa do Ministério da Justiça de mandar suspender a sua disponibilização é censura” e que, por isso, “não pode ser cumprida”.

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