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Mendel fala da morte do filho de 5 anos: ‘Não busco o porquê’

Arthur Bydlowski morreu em janeiro deste ano após cair de prédio em Guarujá

Paulo Moura - 27/08/2020 14h54 | atualizado em 27/08/2020 14h55

Mendel falou sobre a morte do filho mais velho Foto: Reprodução

Em uma entrevista concedida ao portal UOL, o repórter Mendel Bydlowski falou pela primeira vez sobre a perda do filho Arthur, de 5 anos, que morreu ao cair do quinto andar de um prédio em Guarujá (SP) no dia 10 de janeiro deste ano.

Com a tragédia ainda recente em sua mente, o jornalista da ESPN destacou que é muito difícil lidar com a situação e revelou que precisou doar boa parte dos itens que eram do filho por não conseguir conviver com os objetos.

– Ver as fotos recentes dele traziam um impacto muito grande. Mas, à medida que você vai olhando e se acostumando com elas, dá para absorver de uma maneira menos dolorida. Você vai experimentando e vendo o que machuca menos. Os objetos que o Arthur era mais ligado nós colocamos numa caixa —que são poucos, porque ele era desprendido —que ainda não dá para abrir. Mas o resto a gente doou porque não conseguia ver – disse.

Questionado sobre se desejou morrer após o falecimento do filho, Mendel disse que não, e justificou que sua escolha foi motivada pelo amor e responsabilidade que tem por sua família, o filho Tomaz e a esposa Juliana.

– Acho que muito por causa do Tomaz. E pela Juliana. Às vezes, não dá coragem de sair da cama, de seguir o dia. Mas ao mesmo tempo que o Tomaz passa a responsabilidade de estarmos aqui, ele também dá força. Ele é pequeno, mas é muito alegre. Ele empurra a gente. Mantém a gente nessa terra. Quando vê algum de nós chorando, sempre reage abraçando e beijando – relatou.

Mendel também comentou sobre como passou as primeiras datas marcantes, como o Dia dos Pais, das Mães e o aniversário de Arthur, sem a presença física do filho. Segundo o jornalista, as datas foram difíceis, mas marcadas por momentos emocionantes.

– No aniversário dele, a gente não teve força pra fazer nada e ficou bem recluso. O Dia das Mães também foi difícil. Mas o Tomaz ajudou muito. Eu fui acordá-lo e, quando ele levantou, só queria saber da mãe. Quando ela apareceu, ele correu e deu um abraço nela. Foi marcante porque o dia a dia não é assim. No Dia dos Pais, também ficamos só nós três, passando força um pro outro. A gente só quer que os dias e o ano acabem logo – destacou.

Bydlowski concluiu dizendo que não busca motivos para explicar a morte do filho, mas que apenas procura formas de como seguir a vida com a presença do pequeno Arthur ao seu lado, mesmo que espiritualmente.

– Eu só não busco o porquê. Nem no aspecto técnico de um acidente tão surreal, nem no espiritual. Eu vou atrás do que fazer e como fazer daqui pra frente. E sempre com o Arthur dentro de mim – concluiu.

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