Humorista de A Praça Nossa é condenado por estupro da filha
Filha de Cris Pereira tem 7 anos
Pleno.News - 27/09/2025 16h59 | atualizado em 29/09/2025 12h27

O humorista Cris Pereira foi condenado a 18 anos, 4 meses e 15 dias de prisão pelo estupro da própria filha de 7 anos. Ele é conhecido por integrar o elenco do programa A Praça É Nossa, do SBT. O caso teria acontecido em 2021, quando a menina tinha 3 anos.
– Paralelamente ao processo criminal, o condenado buscou judicialmente imputar alienação parental à mãe da vítima, em uma tentativa evidente de silenciá-la diante das denúncias – diz nota da advogada contratada pela mãe da vítima.
Já a defesa de Cristiano afirma que a sentença de primeiro grau “reconheceu a ausência de provas” e que tem “plena confiança no reconhecimento do equívoco do julgamento no TJ-RS”. Confira a íntegra da nora da defesa ao final desta matéria.
A decisão foi tomada na última quinta-feira (25) pela 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS).
Após a condenação, o humorista teve cancelados os shows que faria neste fim de semana na região Sul do Brasil. O anúncio foi feito pela produtora Desfrontera no Instagram.
No perfil Circuito Desfrontera Comedy, a empresa demonstrou apoio ao artista, afirmando que “as notícias não condizem com a verdade” e que tem “plena convicção de que a verdade será exposta e de que a Justiça será feita em breve.”
– Decidimos pelo cancelamento da turnê deste final de semana nas cidades de Palmas (PR), Herval D’Oeste (SC) e Pinhalzinho (SC). Nossa prioridade é preservar a imagem não apenas do artista, mas também da pessoa Cris Pereira, bem como de seus familiares – consta em comunicado.
O perfil ainda reproduziu duas postagens do humorista se defendendo sobre o caso. O show teria como tema os 30 anos de carreira de Cris Pereira, com o ator interpretando seus principais personagens. Os ingressos serão “automaticamente cancelados e reembolsados”, segundo a produtora.
Na próxima segunda (29), Cris Pereira tem previsão de se apresentar no espetáculo Baita Show no Buteco Comedy Bar em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. Até o momento, a produção segue vendendo ingressos e não comunicou nenhum tipo de cancelamento.
– Manifestamos ao nosso parceiro Cris Pereira total apoio completo e irrestrito – publicou o perfil do estabelecimento no Instagram.
Confira a nota da defesa:
Em razão de recentes informações veiculadas na imprensa sobre o respeitado artista Cris Pereira, a respeito de processo que tramita sob segredo de justiça, cumpre esclarecer:
O Sr. Cristiano Pereira foi ABSOLVIDO em primeiro grau, ocasião em que a sentença reconheceu a ausência de provas quanto à existência do fato ou mesmo de autoria, inocentando ele. Todos os laudos periciais oficiais produzidos pelos peritos do Departamento Médico Legal do RS, confirmaram a inexistência do fato, tendo, inclusive, o delegado responsável à época, além de não indiciar, foi testemunha de defesa, firmando convicção técnica e jurídica de que não houve nenhum fato. (…)*
No julgamento em segundo grau, contudo, houve decisão que contrariou as provas periciais produzidas em juízo, conferindo peso a atestados particulares apresentados pela assistência da acusação, documentos estes produzidos unilateralmente, sem a observância do contraditório e da ampla defesa.
Importa ressaltar que, até o presente momento, não houve acesso ao inteiro teor do acórdão, que ainda não foi publicado com a decisão oficial do TJ-RS, estando as informações limitadas ao que foi divulgado durante a sessão de julgamento, cujo processo corre em segredo de justiça.
Diante desse cenário, serão adotadas as medidas judiciais cabíveis perante as instâncias superiores, com a firme convicção de que a verdadeira justiça prevalecerá, e manterá a absolvição decretada pelo juízo de primeiro grau a Cristiano Pereira. Destaca-se que, nos termos da Constituição Federal, deve permanecer integro o principio da presunção de inocência até o trânsito em julgado, o que ainda não ocorreu.
Mantemos plena confiança no reconhecimento do equivoco de julgamento no TJ-RS, visto que nenhuma das provas efetivamente produzidas sob o crivo do contraditório e da ampla defesa – e analisadas na sentença absolutória de primeiro grau – foi devidamente apreciada no julgamento de segunda instância.
Temos plena convicção da inocência de Cristiano Pereira, e confiamos no Poder Judiciário.
*AE
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