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Globo vendeu a Som Livre, data center, torres e até sede em 2021

Conglomerado de comunicação se desfez de vários propriedades ao longo do ano

Paulo Moura - 26/12/2021 14h28 | atualizado em 29/12/2021 11h11

Nova logo da Globo Foto: Reprodução/TV Globo

O ano de 2021 foi um período em que a Globo resolveu cortar uma grande quantidade de despesas de seu orçamento, o que incluiu a venda de inúmeros itens, negociação de empresas e demissão de funcionários com altos salários. Um balanço divulgado em setembro deste ano apontou, por exemplo, que a emissora chegou a reduzir nada menos que R$ 281 milhões em gastos com pessoal.

Mas os cortes não ficaram restritos apenas aos funcionários. A empresa também promoveu a venda de inúmeras propriedades que, antes, eram suas, como a gravadora Som Livre, 17 torres de TV em várias cidades do Brasil, além de todo o seu complexo de imóveis onde funciona a sede da emissora em São Paulo. As informações constam em um levantamento divulgado pelo colunista Guilherme Ravache, do portal UOL.

VENDA DA SOM LIVRE PARA A SONY MUSIC
A negociação envolvendo a gravadora que era do Grupo Globo foi sacramentada em abril deste ano, quando a Sony Music adquiriu a Som Livre por R$ 1,4 bilhão. Com isso, a multinacional passou a contar com um catálogo que incluía artistas de grande alcance no país como Jorge & Mateus, Wesley Safadão e Lexa.

DATA CENTER CONCEBIDO PARA AS OLIMPÍADAS É NEGOCIADO
Com mudanças no direcionamento da área de tecnologia, a Globo negociou, em outubro, o data center que havia concebido para os Jogos Olímpicos de 2016, que aconteceram no Rio de Janeiro, com a holding Piemonte, por uma valor estimado de R$ 300 milhões.

Sobre a venda, a Globo justificou que o data center foi pensado em 2014 “dentro de uma visão que se modificou inteiramente nos últimos anos, com o surgimento da tecnologia da nuvem para armazenagem de dados, mais eficiente e com menor necessidade de investimentos”.

GLOBO VENDE TORRES PARA EMPRESA SEDIADA NA NIGÉRIA
O rol de itens vendidos pela Globo também incluiu 17 torres de transmissão e 16 imóveis repassados para a empresa IHS, sediada na Nigéria. A negociação foi concretizada no início de dezembro, por um valor de aproximadamente R$ 200 milhões.

Nos termos do contrato que começa a valer em janeiro, a emissora acertou que seguirá usando os transmissores. Também foi assinado um acordo para que os nigerianos cuidem de toda a infraestrutura do parque tecnológico. Os novos donos, porém, também poderão ceder a estrutura a emissoras concorrentes.

IMÓVEIS EM SÃO PAULO SÃO VENDIDOS, MAS GLOBO SEGUE COMO INQUILINA
Por fim, há alguns dias, a emissora carioca vendeu para a Vinci Real Estate todo o seu complexo de imóveis onde funciona a sede da emissora em São Paulo, em um negócio de mais de R$ 522 milhões. O acordo é de lease back, ou seja, a Globo receberá o dinheiro da venda agora, mas permanecerá como inquilina do imóvel.

Por meio de sua assessoria, a Globo afirmou que decidiu aderir ao chamado lease back para que pudesse “conferir mais leveza ao balanço da companhia”.

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