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Globo é punida por ligar assessor de Bia Kicis ao Ku Klux Klan

Evandro de Araújo Paula disse que "ficou humilhado" com a associação de sua imagem ao grupo supremacista

Paulo Moura - 06/10/2021 13h51 | atualizado em 06/10/2021 14h18

Evandro é assessor da deputada federal Bia Kicis Foto: Reprodução/Instagram

A Rede Globo foi condenada a pagar uma multa de R$ 40 mil ao assessor Evandro de Araújo Paula, que atua no gabinete da deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), após veicular um conteúdo jornalístico no Jornal Nacional e no portal G1 que associava o nome de Evandro a um protesto que, segundo a emissora, teria inspirações no grupo supremacista Ku Klux Klan.

De acordo com o assessor, a reportagem em questão foi exibida no dia 7 de junho deste ano no Jornal Nacional e, em seguida, foi publicada também no G1. Na ação, Evandro declarou que “ficou humilhado com a associação de sua imagem o Ku Klux Klan”. Por conta disso, ele pediu indenização por danos morais e a retirada do conteúdo da internet.

No caso em questão, a Globo afirmou que o ato realizado em junho de 2020 pelo chamado “grupo dos 300”, que resultou em uma queima de fogos na Praça dos Três Poderes, fazia “referência ao movimento racista americano Ku Klux Klan”. Na sequência, a emissora disse que investigações sugeriam “que o assessor de Bia Kicis” era “um dos organizadores do acampamento” dos 300.

De acordo com o juiz Romulo Teles, da Vara Cível, de Família e de Órfãos e Sucessões do Recanto das Emas (DF), houve abuso da liberdade de imprensa por parte da Globo ao associar o ato realizado pelo “grupo dos 300”, e consequentemente o nome de Evandro, ao Ku Klux Klan, comparação essa que foi inclusive classificada pelo magistrado como “de cunho sensacionalista”.

– O mínimo esperado, por força da ética, da lealdade e de um agir razoável e pautado na boa razão, seria a adoção de uma postura mais diligente dos réus [Globo e repórter responsável pelo conteúdo] para, no exercício da opinião e da crítica, informarem a ocorrência do evento em atenção ao elemento simbólico pretendido pelos manifestantes – relatou.

O magistrado responsável pela decisão ainda ressaltou a clara diferença entre os “300” e o Ku Klux Klan, ressaltando, por exemplo, a discrepância em relação à indumentária utilizada. O juiz fez questão de explicar que o simbolismo do grupo liderado por Sara Winter estava vinculado, na verdade, ao trecho bíblico presente em Juízes 7, que narra a história da batalha de Gideão e os 300.

– As próprias vestes dos manifestantes do Grupo 300 no protesto, roupas pretas e uso de máscaras, em muito se assemelham às usadas por outros grupos no país em suas manifestações, dos mais diversos matizes ideológico-políticos, a exemplo dos black blocs e antifas, não havendo recordação por este Juízo de qualquer associação destes grupos ao fenômeno do racismo – destacou.

Diante disso, o juiz determinou o pagamento de uma multa de R$ 40 mil pela emissora a Evandro, mas negou a retirada do conteúdo do ar, pedindo que apenas o trecho específico que tratava sobre a comparação do ato dos 300 com o Ku Klux Klan fosse removido do material jornalístico. Apesar da decisão, a Globo removeu toda a matéria citada de suas plataformas.

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