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Globo é condenada em mais de R$ 1 milhão por sexismo

Ex-apresentadora do Globo Esporte, Carina Pereira, afirmou ter sido assediada por antigo chefe

Gabriel Mansur - 14/06/2022 14h03

Carina Pereira, ex-apresentadora da Globo Foto: Reprodução

A Globo foi condenada a pagar mais de R$ 1 milhão em um processo movido pela jornalista Carina Pereira, ex-apresentadora do Globo Esporte, da Globo Minas. Na ação, a ex-funcionária da empresa afirmou ter sofrido assédio moral por parte do antigo chefe.

Segundo a decisão do juiz, a jornalista realmente foi vítima de comportamento discriminatório em razão de gênero. Em documento, o magistrado responsabilizou a Globo pelo fato desses casos ocorrerem nas dependências da empresa.

– É evidente que em um ambiente marcado pelo sexismo, a postura corporativa da reclamada (…) é necessária e elogiável, dada a importância do próprio Grupo Globo, em razão de seu porte e capilaridade social – declarou o juiz.

Além disso, o magistrado também destacou a importância dessas ações incluírem as mulheres que prestam serviços à empresa.

– Contudo, a missão não será cumprida se, à revelia de sua audiência, nos bastidores, estúdios, redações e reportagens, a reclamada não assegurar, de fato, a suas empregadas e a seus empregados, a proteção contra atos ofensivos e discriminatórios, que violam valores tão prestigiados em seus manuais de “compliance” e políticas de promoção da diversidade, como apontado na defesa – completou.

Apesar da defesa comemorar a vitória, a decisão cabe recurso. Carina Pereira foi apresentadora do Globo Esporte de Minas Gerais. Ela deixou a Globo em janeiro de 2021 e processou a emissora por assédio moral por parte do antigo chefe. Ela também moveu ação cobrando horas extras, adicional noturno, feriados, abono e participação nos lucros.

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