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Corpo de Nicette é cremado no RJ e cinzas serão levadas para SP

De forma restrita, familiares e amigos se despediram da atriz nesta segunda-feira

Ana Luiza Menezes - 21/12/2020 17h57 | atualizado em 22/12/2020 15h28

Atriz Nicette Bruno estava internada na UTI, com Covid-19 Foto: Divulgação

Segundo informações do portal G1, o corpo de Nicette Bruno foi cremado na tarde desta segunda-feira (21), no Cemitério da Penitência, na Zona Portuária do Rio de Janeiro. As cinzas serão levadas para o jazigo da família, em São Paulo, onde o corpo de Paulo Goulart, que era marido da atriz, está enterrado.

Na manhã desta segunda, familiares e parentes se reuniram no velório, que foi restrito por conta da pandemia do coronavírus.

Nicette Bruno tinha 87 anos e morreu no domingo (20), após complicações da Covid-19. Ela ficou internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Casa de Saúde São José, na Zona Sul do Rio.

TRAJETÓRIA DE NICETTE
Nicette nasceu em Niterói (RJ), no dia 7 de janeiro de 1933. Ainda pequena, aos 4 anos, ela já iniciava a carreira artística em um programa infantil na Rádio Guanabara.

Foi por conta da tradição artística da família, segundo a atriz, que Nicette Xavier Messa, nome de batismo dela, incorporou o sobrenome Bruno, que veio em homenagem à mãe, Eleonor Bruno Xavier, que foi atriz e cantora.

Com cerca de 9 anos de idade, a jovem tomou gosto pelo teatro ao ingressar no grupo da Associação Cristã de Moços (ACM).

Foi também a paixão pelo teatro que fez com que, aos 19 anos, Nicette conhecesse Paulo Goulart, com quem compartilhou quase 60 anos de casamento, ao contracenar com o ator na peça “Senhorita Minha Mãe”, em 1952.

Da longa união, que começou em 1954 e só terminou com a morte de Paulo, em 2014, nasceram três filhos que seguiram a carreira dos pais: Paulo Goulart Filho, Bárbara Bruno e Beth Goulart.

Na TV, Nicette iniciou na Tupi, onde fez a primeira adaptação de Sítio do Picapau Amarelo, exibida entre 1952 e 1962. Anos depois, ela estrelaria uma segunda versão da obra de Monteiro Lobato, produzida pela Globo entre 2001 e 2004, como Dona Benta.

Após passar pela Continental e pela Excelsior, Nicette foi para a Globo em 1981, após convite do diretor e ator Fabio Sabag, para fazer parte do elenco do seriado “Obrigado, doutor” como a freira Júlia, auxiliar do protagonista interpretado por Francisco Cuoco. Na emissora, sua primeira novela foi Sétimo Sentido (1982), de Janete Clair. Na obra, deu vida a Sara Mendes, mãe da paranormal de Regina Duarte.

Ao longo dos anos, Nicette integrou elencos de novelas como Selva de Pedra (1986), Rainha da Sucata (1990) e Mulheres de Areia (1993). Em 1997, interpretou sua primeira vilã em novelas da Globo, a malvada Úrsula, em O amor está no ar.

Em 2020, foi homenageada na versão da Globo de “Éramos seis”, ao interpretar madre Joana, uma freira que, na reta final, encontrava Lola (Gloria Pires), personagem à qual deu vida na [trama] original da TV Tupi.

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