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Covid: Camarim da CNN pode ter sido responsável por propagação

Emissora emitiu nota sobre casos da doença e falou sobre medidas tomadas

Ana Luiza Menezes - 26/10/2020 19h42 | atualizado em 26/10/2020 20h37

Monalisa Perrone foi diagnosticada com Covid-19 Foto: Reprodução

Um surto de coronavírus teria sido registrado na CNN Brasil, com mais de 30 profissionais infectados com a doença. Segundo Mauricio Stycer, colunista do portal UOL, uma denúncia apontou a sala de maquiagem da CNN Brasil como “um vetor de contaminação, fazendo com que a covid-19 tenha atingido ao menos dez apresentadores e analistas, além de maquiadores, camareiras e a chefe do figurino. Daí o vírus espalhou-se para a redação, atingindo editores”.

Um trecho da nota emitida pela emissora confirmou os casos de Covid-19 e a suspeita a respeito de um dos camarins.

– Na semana retrasada, a CNN Brasil registrou um pico isolado de casos de Covid-19 entre seus funcionários e colaboradores em sua sede em São Paulo, conforme noticiado e confirmado pela empresa. Apesar de ser impossível uma conclusão definitiva, os médicos do trabalho que assessoram a CNN acreditam que o pico ocorreu em um dos camarins da emissora, apesar de todas as medidas de precaução adotadas. A área foi isolada e submetida a desinfecção e todos os funcionários do setor, afastados por segurança

Gabriela Prioli, Leandro Karnal e Monalisa Perrone já foram infectados pelo vírus. De acordo com o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, a empresa tem ignorado a maior parte das providências que devem ser tomadas. Já a CNN Brasil disse que medidas foram implementadas e que a situação está controlada.

Alguns jornalistas apontaram que o surto foi resultado de a emissora ter ordenado a volta ao trabalho presencial de profissionais que estavam trabalhando de casa.

Leia, abaixo, a nota da empresa a respeito do surto de Covid-19:

“Na semana retrasada, a CNN Brasil registrou um pico isolado de casos de Covid-19 entre seus funcionários e colaboradores em sua sede em São Paulo, conforme noticiado e confirmado pela empresa. Apesar de ser impossível uma conclusão definitiva, os médicos do trabalho que assessoram a CNN acreditam que o pico ocorreu em um dos camarins da emissora, apesar de todas as medidas de precaução adotadas. A área foi isolada e submetida a desinfecção e todos os funcionários do setor, afastados por segurança

A CNN Brasil adota, desde o primeiro dia de sua operação, um sólido conjunto de medidas de proteção, seguindo protocolos dos governos municipal, estadual e federal, além de contar com o respaldo de uma equipe de médicos especialistas.

Entre as medidas destacamos o afastamento de todos que fazem parte de grupos de risco para a Covid-19. Por exemplo, o jornalista William Waack, um dos principais nomes da emissora, por ter mais de 60 anos, trabalha de casa desde a primeira semana de operação da CNN. A medida foi tomada por iniciativa da emissora, tanto no caso dele, quanto nos demais afastados.

Realizamos também o afastamento preventivo de todos os que apresentem sintomas compatíveis com a Covid-19 ou que tenham contato próximo com pessoas infectadas, seja na empresa, seja na própria família. Todos realizam testes custeados pela empresa. Essa tem sido a política desde o início das operações.

Também realizamos a limpeza e desinfecção de todos os ambientes da empresa com o Peroxid 4D, produto indicado para desinfecção hospitalar, que tem sua eficácia comprovada contra o COVID-19. O produto passou por testes alinhados aos protocolos da Organização Mundial da Saúde. Seguimos as orientações de aplicação do manual de higiene e limpeza para serviços de saúde da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Garantimos também o fornecimento de máscaras descartáveis, distribuição de álcool em gel nas mesas, distanciamento das estações de trabalho, medição de temperatura e saturação de oxigênio diária de toda a equipe, disponibilização de enfermeiros no ambiente de trabalho e acompanhamento médico personalizado para todos os casos suspeitos ou comprovados de Covid-19.

Além disto, foram feitas várias campanhas com orientações sobre os cuidados a serem tomados por todos, como a utilização de máscaras durante o expediente. Estas orientações, além de serem enviadas por comunicado eletrônico, foram afixadas em diversos pontos da empresa.

A CNN Brasil sempre foi diligente em tomar todas as medidas possíveis para garantir a segurança de seus funcionários. Por isso mesmo, passamos várias semanas sem nenhum caso da doença. Enfrentar a COVID-19, uma das pandemias mais contagiosas que se tem notícia, é um desafio de todo o planeta, que já contabiliza mais de 40 milhões de casos confirmados.

Quando houve o registro dos casos na semana retrasada, as medidas de higienização e testagem foram intensificadas. A aplicação do Peroxid 4D passou a ser feita a cada duas horas em toda a empresa. Foram submetidos a exame todos os que tiveram contatos com algum dos positivos. Foram mais de 130 exames realizados, a maioria absoluta com resultados negativos. Isso mostra que houve um pico de contaminação, mas que as medidas adotadas surtiram efeitos. A situação está controlada.

A CNN Brasil trata o assunto com transparência. Ninguém tem o poder de interromper a pandemia. O que temos a obrigação de fazer, e fazemos, é trabalhar para reduzir ao máximo as possibilidades de transmissão.”

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