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Após se demitir ao vivo, âncora vence ação contra a Globo

Kaio Cezar alegou ter sofrido assédio e danos morais, além de não ter sido pago por trabalhos

Gabriela Doria - 26/07/2021 15h54 | atualizado em 26/07/2021 20h47

Jornalista Kaio Cezar pediu demissão ao vivo em 2019 Foto: Reprodução

O apresentador Kaio Cezar, que ficou conhecido por pedir demissão ao vivo, em 2019, durante o Globo Esporte, venceu uma ação trabalhista milionária contra a Globo e outras emissoras: a TV Verdes Mares (afiliada Globo no Ceará), a TV Diário (TV local do Sistema Verdes Mares) e a Rádio Verdes Mares (a rádio do grupo).

O Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região de Fortaleza (CE) deu ganho de causa ao jornalista, que deve embolsar cerca de R$ 2 milhões em indenização.

Na ocasião da demissão, Kaio Cezar acusou Paulo César Norões, ex-diretor de relações institucionais do Sistema Verdes Mares, de praticar assédio e danos morais. O jornalista conseguiu comprovar no processo os constrangimentos aos quais ele e sua esposa foram submetidos.

Em uma das ocasiões, Norões mandou o jornalista “tomar no c*” durante uma reunião de pauta. Em outra, o ex-diretor fez comentários machistas sobre a esposa de Kaio ter um filho de um relacionamento anterior. “Esse daí é um doido, pega uma mulher com um menino e faz outro nela (sic). É um doido!” teria dito Norões.

– Entendo que os fatos em questão ofenderam a honra e a dignidade do reclamante, sendo que xingamento do nível “vai tomar no cu”, proferido em reunião, e brincadeira machista e de extremo mau gosto envolvendo o fato de a esposa do reclamante ter um filho de união anterior, na presença de colegas de trabalho, não são fatos corriqueiros e muito menos são compatíveis com o respeito recíproco que deve permear a relação de emprego – argumentou o juiz do trabalho Adalberto Ellery Barreira Neto.

Kaio Cézar também relatou que a Globo se aproveitou da força de trabalho e não fiscalizou as condições em que ele e seus colegas de equipe tiveram que trabalhar na TV Verdes Mares em transmissões do SporTV e do canal pago Premiere. O apresentador alega que não foi pago por trabalhos que fez na TV por assinatura, como na Copa de 2014, quando ficou responsável por coordenar as entradas ao vivo no SporTV.

Os autos do processo indicam que a Globosat repassava os recursos para a Verdes Mares, que não pagava Kaio Cezar.

A TV Globo não comentou o caso.

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