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Antonio Fagundes saiu da Globo após emissora ‘quebrar pacto’

Ator afirmou que novo modelo de contrato desrespeitava o que havia sido combinado

Gabriela Doria - 27/06/2021 13h43 | atualizado em 27/06/2021 15h24

Antonio Fagundes revela que decisão de deixar a TV Globo foi dele Foto: Divulgação/João Cotta

Mais um dos veteranos que deixaram a Rede Globo após décadas na empresa, o ator Antonio Fagundes revelou que sair da emissora foi uma decisão dele. Segundo ele, a TV Globo, com sua recente política de enxugar gastos e modificar contratos, “quebrou um pacto de 44 anos”.

– A decisão de não renovar partiu de mim. Fui eu que não quis: quando me chamaram para fazer Pantanal, não aceitei as condições que me ofereceram. Para começo de conversa, eles não queriam mais respeitar o acordo pelo qual eu poderia gravar apenas três dias por semana [que permitia a Fagundes conciliar TV e teatro]. Um pacto de 44 anos com a TV Globo foi quebrado nessa proposta, então não aceitei. O novo modelo não me interessa – disse em entrevista ao site Notícias da TV.

Apesar de ter sido mais um a sucumbir ao “rolo compressor” da nova política de contratação da emissora, Fagundes afirmou que a Globo tem autonomia para decidir os rumos da empresa. No entanto, ele diz não saber qual será o impacto das mudanças.

– A Globo é uma empresa e pode escolher os caminhos que ela quiser, do jeito que ela quiser. A emissora sempre teve autonomia para tomar decisões, e está se valendo mais uma vez dessa liberdade. Se o fato de a Globo estar abrindo mão do seu patrimônio vai trazer algum reflexo para ela, só o futuro dirá – avaliou.

Sempre discreto em seus posicionamentos políticos, Fagundes não se furtou de criticar o governo do presidente Jair Bolsonaro que, segundo ele, “incita o ódio contra a classe artística”. De acordo com o ator, a crise vivida pela categoria não é fruto só da pandemia.

– A pandemia não é a culpada pela atual situação. Muito antes, esse governo já havia sinalizado que a cultura não interessava e tinha que ser eliminada, inclusive encaminhando fake news e incitando o ódio contra a classe artística. Mas, em maior ou menor grau, este é um setor que sempre enfrentou problemas: sai governo, entra governo, a gente nunca sabe se existirão e como serão as medidas de estímulo – disse.

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