Rapper P. Diddy pede anulação de vereditos ou novo julgamento
Cantor fez solicitação em audiência no tribunal com a presença de seus familiares
Pleno.News - 26/09/2025 09h46 | atualizado em 26/09/2025 12h52

O rapper Sean Combs, mais conhecido como P. Diddy, pediu, nesta quinta-feira (15), ao juiz Arun Subramanian, que preside seu caso de tráfico sexual em um tribunal federal de Nova Iorque, que anule os dois vereditos em que foi considerado culpado e que poderiam lhe custar até 20 anos de prisão, ou que realize um novo julgamento.
Combs, de 55 anos, fez o pedido em uma audiência no tribunal com a presença de seus familiares, pois, em julho, foi considerado culpado de duas acusações de transporte de pessoas para exercer prostituição e absolvido de tráfico sexual e conspiração para cometer extorsão.
A defesa do artista argumentou que a definição de prostituição deveria ser interpretada de forma restrita em relação às acusações da Lei Mann, que se aplica somente àqueles que se envolveram ou se beneficiaram financeiramente de atos sexuais, segundo a emissora CNN.
A Lei Mann torna crime o transporte de pessoas através das fronteiras estaduais para fins de prostituição. Os advogados de Combs argumentaram que ela não se aplica à conduta voyeurística, como a dele, que foi objeto desse julgamento.
A promotoria argumentou que não concordava com a definição, mas afirmou que, mesmo sob essa interpretação, Combs ainda é responsável pelas condenações da Lei Mann, porque facilitou o transporte de suas duas namoradas e suas acompanhantes para fins sexuais em troca de dinheiro, disse a rede.
Os advogados do rapper, preso desde setembro de 2024, também afirmaram ao tribunal que seu cliente era produtor e consumidor de pornografia amadora e que a “conduta expressiva” é protegida pela Primeira Emenda. No entanto, a promotoria rebateu que a Primeira Emenda é irrelevante para a condenação de Combs.
O juiz Subramanian indicou, após a audiência, que tomaria sua decisão “muito em breve”, caso contrário todos se veriam “de volta aqui na próxima sexta-feira”, referindo-se ao dia 3 de outubro, o dia marcado para a sentença do artista.
Em 23 de setembro, a equipe jurídica do rapper, liderada por Marc Agnifilo, também pediu ao juiz uma sentença de no máximo 14 meses de prisão para o cliente, argumentando que ele está preso desde sua detenção; portanto, já cumpriu praticamente a sentença solicitada por seus advogados.
Enquanto aguarda a sentença, o rapper enfrenta um novo processo, apresentado na quarta-feira na Califórnia por seu estilista Deonte Nash por agressão sexual, violência e ameaças, além de outras denúncias similares.
*EFE
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