Priscilla sobre críticas de cristãos: “Só querem encher o saco”
A artista usou as expressões "fundamentalismo" e "fanatismo" para falar de sua antiga religião
Leiliane Lopes - 06/12/2023 14h47 | atualizado em 06/12/2023 16h47

Em entrevista à revista Veja, a cantora Priscilla foi questionada sobre sua mudança de carreira, do gospel para o pop, e também das críticas que passou a receber desde que tomou esta decisão, em 2021.
Ao responder cinco perguntas, a artista chamou sua antiga religião de “fundamentalismo” por duas vezes. A primeira ao afirmar que a religião “rejeita todo tipo de diversidade” e, depois ao dizer que conviver com pessoas LGBTQIA+ a fez se desligar da igreja.
– Ao crescer na vida pessoal e profissional, vi que não precisava mais ser refém dessa pressão. O convívio com pessoas LGBTQIA+ foi uma ótima ferramenta para me desligar do fundamentalismo. Agora, cabe a mim sempre me posicionar como aliada [da causa gay].
Em outra parte, a cantora chegou a afirmar que resolveu se desligar da religião quando começou a raciocinar.
– Por muito tempo, vi a religião me distanciar das pessoas e apartá-las desse Deus que amo. Quando comecei a raciocinar, compreendi que a espiritualidade só é útil se, ao contrário, me aproximar dos outros – disse ela.
Além disso, Priscilla resolveu dizer que seus críticos não gostavam dela quando estava no gospel e agora ou sentem um amor não revelado ou fazem um “ato de quase masoquismo” ao usarem as redes sociais para atacá-la.
– Atitudes assim existem porque as pessoas não buscam mais consumir algo que lhes agrade, e, sim, aquilo que pode ser criticado. É uma forma doentia de se viver digitalmente. Só querem encher o saco.
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