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Laudo revela causa da morte da cantora Paulinha Abelha

Parecer descarta erro médico e aponta "processo infeccioso no Sistema Nervoso Central"

Thamirys Andrade - 31/03/2022 12h35 | atualizado em 31/03/2022 13h43

Paulinha Abelha Foto: Reprodução/Youtube Podpah

A perícia concluiu as investigações sobre a causa da morte da cantora Paulinha Abelha, de 43 anos. Segundo o especialista Nelson Bruni Cabral, não houve erro médico, e o óbito da paciente se deve a um “processo infeccioso no Sistema Nervoso Central”.

– De acordo com a documentação analisada, as lesões renais apresentadas pela paciente não possuem relação com uso de medicamentos. (…) Exames realizados (Líquor) evidenciam uma infecção em Sistema Nervoso Central, com a celularidade demonstrando a hipótese diagnóstica de uma Meningite – diz o parecer médico.

O laudo ainda descarta que uma intoxicação alimentar tenha desencadeado a patologia e afirma que a evolução da doença foi “rápida e incontrolável”.

LEIA O PARECER COMPLETO:
Interessado: Cleverton Venâncio da Conceição Santos
Referência: Requerimento de parecer médico
Assunto: Elaboração de parecer médico
Paciente: Paula de Menezes Nascimento Leca Viana

O presente parecer médico teve como objetivo apurar qual a patologia que motivou a internação e culminou com o evento morte da paciente Paula de Menezes Nascimento Leca Viana.

De acordo com a documentação analisada, as lesões renais apresentadas pela paciente não possuem relação com uso de medicamentos.
Baseado nos documentos médicos analisados, a lesão hepática não possui nexo causal com os medicamentos prescritos pela Clínica Cavallaro e durante a internação Hospitalar (Hospitais UNIMED e Primavera).

Exames realizados (Líquor) evidenciam uma infecção em Sistema Nervoso Central, com a celularidade demonstrando a hipótese diagnóstica de uma Meningite.

Não foi evidenciado a presença de conduta médica inadequada durante sua internação Hospitalar (Hospitais UNIMED ou Primavera). O tratamento instituído pelos citados Hospitais seguiu o protocolo específico e bibliografia médica atual, porém, houve uma rápida evolução para o óbito.

Os medicamentos prescritos pela Clínica Cavallaro e durante a internação Hospitalar (Hospitais UNIMED e Primavera), não causaram lesões e/ou intoxicação na paciente, ou seja, não existe nexo causal entre os medicamentos prescritos e o evento óbito.

Não há elementos para concluir que uma intoxicação alimentar desencadeou a patologia da paciente, porém, intoxicações alimentares podem causar lesões renal, hepática e cerebral, culminando em alguns casos com o óbito do paciente dependendo da gravidade da doença e a virulência do agente patológico.

Não há elementos para estabelecer se a procura antecipada por atendimento médico neste caso poderia conter a evolução da doença. Contudo a procura rápida por atendimento médico é na maioria dos casos o ideal para obter sucesso em um tratamento médico. Porém, a evolução da patologia apresentada pela paciente foi rápida e incontrolável evoluindo ao óbito.

O óbito da paciente ocorreu devido a um processo infeccioso no Sistema Nervoso Central, conforme consta na Certidão de Óbito, e não decorrente de Intoxicação Exógena medicamentosa.
São Paulo/SP, 31 de março de 2022.

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