Após polêmica de Claudia Leitte, ministra da Cultura pede “respeito” a religiões de matriz africana
Declaração ocorreu durante show de Daniela Mercury no Réveillon
Pleno.News - 02/01/2025 13h59 | atualizado em 02/01/2025 14h54

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, e a cantora Daniela Mercury pediram respeito às religiões de matriz africana na noite da quarta-feira (1°), em show no evento Pôr do Som, em Salvador (BA), criado por Daniela e que completa 25 anos.
Os comentários das duas no palco vieram dias depois de Claudia Leitte mais uma vez tirar a palavra “Iemanjá” da música Caranguejo (Cata Caranguejo), composta por Alan Moraes, Durval Luz e Luciano Pinto, e substituir por “Yeshua”, que para algumas religiões cristãs é o nome de Jesus.
– É importante a gente buscar na história desse povo afro-brasileiro, dessa cultura, tantas perseguições, desde o tempo da escravidão. Está na hora da gente pensar melhor e se comportar melhor em relação aos direitos dos povos afro-brasileiros. A gente tem que saber como começa essa história. É muito digno que a gente respeite as religiões de matriz africana – disse a ministra.
– O axé é a força que emana de tudo que é vivo. Que a gente aprenda a se amar, porque se o candomblé sofre preconceito é porque o preto sempre sofreu preconceito, isso é uma consequência do racismo. Que a gente afirme toda a importância das religiões de matriz africana. Eu não seria quem sou, sem os terreiros de candomblé, sem o povo que mantém sua cultura através da sua religião. Então, eu bato cabeça – acrescentou Daniela Mercury.
Daniela Mercury e Margareth Menezes mandando o recado em alto e bom som contra o preconceito ao axé, ao povo preto e as religiões de matriz africana.
O tapão nos/nas intolerantes! pic.twitter.com/84sey1SJ7i
— Darllan ☀️ (@darllann) January 2, 2025
ENTENDA
Há cerca de duas semanas, durante seu primeiro ensaio de carnaval em Salvador, Claudia Leitte fez a troca na letra da música. O Ministério Público da Bahia (MP-BA) começou a investigar se a cantora teria praticado racismo religioso.
A artista então se manifestou, alegando que “racismo é uma pauta para ser discutida com muita seriedade, não de forma tão superficial”. Claudia já havia sido criticada pela troca há alguns anos e repetiu a mudança em apresentação no último domingo (29), no pré-Réveillon do Recife.
*AE
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