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“O que estão fazendo comigo é um linchamento desumano”

Monark voltou a se manifestar, nesta quinta-feira, por meio de uma rede social

Pleno.News - 10/02/2022 15h48 | atualizado em 10/02/2022 18h12

Monark
Monark Foto: Reprodução/YouTube/FlowPodcast

Nesta quinta-feira (10), o apresentador Monark voltou a usar as redes sociais para se manifestar a respeito das críticas que tem sofrido por causa de seu comentário em defesa do reconhecimento legal de um partido nazista junto à Justiça Eleitoral brasileira. Ele foi demitido do Flow Podcast na última terça-feira (8).

No Twitter, Monark disse que o que estão fazendo com ele, por conta do comentário, “é um linchamento desumano”. Ele também afirmou que considera o nazismo “repugnante”.

– Eu posso ter errado na forma como eu me expressei, mas o que estão fazendo comigo é um linchamento desumano. Reitero que um nunca apoiei a ideologia nazista e que a considero repugnante. A ideia defendida é que eu prefiro que o inimigo se revele do que fique nas sombras – declarou.

Durante o programa exibido na segunda-feira (7), em que Monark discutia com os deputados federais Tabata Amaral e Kim Kataguiri sobre nazismo e comunismo, o então apresentador do programa defendeu que os dois deveriam ter liberdade de expressão para ter um partido formalizado. Ele reforçou ainda que as pessoas deveriam ter o direito de se declararem abertamente como “antijudeus”.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) instaurou um procedimento, na última terça-feira, para investigar se houve apologia ao nazismo nas declarações do youtuber Monark, ex-Flow Podcast, e do deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP), durante o programa. A abertura da apuração foi determinada pelo procurador-geral Augusto Aras.

Caso a PGR conclua que houve crime nas declarações do deputado e do youtuber, poderá enviar uma denúncia ao STF, no caso de Kataguiri, e à Justiça de São Paulo, no caso de Monark.

O youtuber poderá ser preso por apologia ao nazismo. O Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância (Gecradi), do MPSP, instaurou o procedimento na terça-feira. A investigação está sob a responsabilidade da promotora de Justiça Maria Fernanda Balsalobre Pinto.

Caso Monark seja denunciado e condenado, a pena de prisão varia de um a três anos. O apresentador é suspeito de praticar racismo, crime que, segundo a Constituição, é inafiançável e imprescritível.

De acordo com o inquérito do MP, o “caráter racista, antissemita e o proselitismo nazista em um podcast assistido por mais de 400 mil pessoas reclamam a atuação da Promotoria de Justiça de Direitos Humanos”.

O Ministério Público vai averiguar possível existência de dano moral coletivo e dano social, pois o inquérito civil também incluiu os responsáveis pela empresa Flow Podcast.

Além do inquérito civil, Monark também será alvo de um inquérito policial. O MPSP também enviou a portaria à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

O pedido de investigação pela polícia se justifica por possível enquadramento da conduta de Monark no artigo 20 da Lei nº 7.716/89. A legislação trata do crime de praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

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