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Escritora Lygia Fagundes Telles morre aos 98 anos em São Paulo

Premiada, escritora ocupava cadeira na Academia Brasileira de Letras desde 1987

Pleno.News - 03/04/2022 12h51 | atualizado em 03/04/2022 12h54

Lygia Fagundes Telles morreu neste domingo Foto: Reprodução/YouTube Companhia das Letras

A escritora Lygia Fagundes Telles morreu na manhã deste domingo (3), aos 98 anos, em São Paulo. A informação foi confirmada por sua neta, Lúcia, que informou que a avó não passava por nenhum tratamento de doença e ainda não se sabe a causa da morte.

Autora de uma obra de estilo elegante, ecos machadianos e um permanente estado de espírito que permite manipular a escrita com firmeza e serenidade, Lygia sempre ofereceu ao leitor a oportunidade de pensar sobre suas existências. Muitos de seus livros se tornaram clássicos, como o romance As Meninas, de 1973.

Lygia de Azevedo Fagundes nasceu no dia 19 de abril de 1923, na rua Barão de Tatuí, no bairro de Santa Cecília, em São Paulo. Era a quarta filha de uma pianista, Zazita, e do procurador promotor público Durval de Azevedo Fagundes. Por conta da profissão do pai, ela e a família se mudaram para várias cidades paulistas.

Lygia se matriculou na Faculdade de Direito em 1941. Lá, conheceu a poeta Hilda Hilst, que logo se tornou uma de suas melhores amigas – antes, ela se formou em educação física, também pela USP. Apesar dos dois cursos, a escrita começa a se impor no seu caminho, principalmente depois que começou a participar de debates literários.

Seu primeiro livro, Porão e Sobrado, foi publicado em 1938, em edição financiada pelo pai. Já o segundo, Praia Viva, saiu em 1944. Em 1949, três anos depois do término do curso de Direito, a escritora publicou seu terceiro livro de contos, O Cacto Vermelho, pelo qual foi premiada pela Academia Brasileira de Letras.

Foi na década de 50 que Lygia escreveu seu primeiro romance, Ciranda de Pedra (1954), que a tornou conhecida pelo público e reconhecida pela crítica. O segundo romance, Verão no Aquário, foi lançado em 1963. Em 1985, ela foi eleita para ocupar a cadeira 16 da Academia Brasileira de Letras, na qual foi empossada em 1987.

Lygia recebeu inúmeros prêmios ao longo da carreira, tais como o Camões (2005), e o Jabuti (1966, 1974 e 2001). A autora ainda teve obras traduzidas para vários idiomas, como o alemão, espanhol, francês, inglês, italiano, polonês, sueco, tcheco, português de Portugal, além de ter adaptações de suas obras para o cinema, teatro e TV.

*Com informações AE

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