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Petição tenta barrar filme de Paris Jackson como Jesus

Abaixo-assinado já conta com mais de 300 mil assinaturas

Rafael Ramos - 06/07/2020 12h03

Ainda sem data de estreia por causa da pandemia, o filme Habit tem suscitado críticas por partes do público mais conservador. O longa dirigido pela estreante Janell Shirtcliff traz a filha de Michael Jackson, a atriz Paris Jackson, no papel de uma versão feminina de Jesus Cristo.

Por conta disso, foi criada uma petição online para que o longa sequer chegue às salas de cinema. Até agora, os responsáveis já arrecadaram mais de 300 mil assinaturas contra o filme que tem sido considerado a nova blasfêmia de Hollywood.

Prevê-se que um novo filme blasfemo de Hollywood seja lançado em breve, descrevendo Jesus como uma mulher lésbica. O filme Habit é estrelado por Paris Jackson, que interpreta o papel de “Jesus lésbica”. Os distribuidores ainda não o recolheram, então vamos conscientizar e despertar as pessoas para o lixo cristofóbico que é espalhado hoje em dia, mas que de alguma forma é aceito e elogiado pela sociedade.

Habit conta com a atriz Bella Thorne no papel principal de uma garota festeira, que tem um certo fetiche por Jesus. Ciente da petição contra o projeto, a diretora se defendeu através de uma publicação no Instagram. Ela disse que não pretende atacar a religião de ninguém e que tudo não passa de fofoca. Janell Shirtcliff ainda culpou a “agitação política” pelas mensagens de ódio que tem recebido.

– Paris Jackson de fato não interpreta Jesus, mas sim uma representação de Jesus em uma sequência de sonhos. No momento em que a indústria cinematográfica luta pela igualdade de gênero em todas as áreas do cinema, não é apenas de mau gosto, mas divulgar uma fofoca tão falsa é irresponsável ​e malicioso. Ultimamente, as pessoas consideram necessário atacar a arte e seus criadores, o que acredito ser um triste retrocesso na evolução da liberdade artística e da expressão humana.

RELEMBRE OUTRAS POLÊMICAS ENVOLVENDO RELIGIÃO E CINEMA
Essa não foi a primeira e talvez não será a última vez que o cinema e sua forma de representar Deus e Jesus se tornam alvo de polêmica. Em 1999, a comédia Dogma, protagonizada por Ben Affleck e Matt Damon, trazia a cantora canadense Alanis Morissette no papel de Deus.

Antes mesmo de ser adaptado para a telona, o livro A Cabana gerou controvérsias ao representar Deus e o Espírito Santo em versões femininas. No filme de 2017, os papéis foram vividos, respectivamente, por Octavia Spencer e pela oriental Sumire Matsubara.

Mas, antes de Octavia, a atriz Whoopi Goldberg deu vida ao Todo Poderoso em três produções: na série Tracey Takes On (1997), no filme O Natal dos Muppets (2002) e na comédia romântica Pronta para Amar (2011), estrelada por Kate Hudson.

Já os longas A Última Tentação de Cristo (1988), de Martin Scorsese, e O Código da Vinci (2006), baseado no livro de Dan Brown, fazem referência ao mito de que Jesus teria se envolvido com Maria Madalena. E no épico Êxodo: Deuses e Reis, de 2014, Deus é representado pela figura de uma criança mimada vivida pelo ator Isaac Andrews, na época com 11 anos de idade.

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