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Paulo Coelho ataca Bolsonaro, evangélicos e fala sobre Jesus

Escritor disse que criticar o presidente é compromisso histórico

Mayara Macedo - 25/09/2019 09h53 | atualizado em 25/09/2019 10h41

O escritor brasileiro Paulo Coelho concedeu uma entrevista à BBC Brasil e não poupou palavras para atacar o presidente Jair Bolsonaro e os evangélicos. Ele chamou os fiéis de intolerantes com os católicos, afirmou que o governo brasileiro é um delírio e que criticar Bolsonaro é um “compromisso histórico”. Coelho falou até do ministro de relações exteriores Ernesto Araújo, a quem chamou de despreparado e imaturo.

– O compromisso histórico é não ficar calado. Eu tenho que falar. Vou perder leitores? Vou. Tenho perdido? Devo estar perdendo? Não sei – disse.

Morando em Genebra, na Suíça, onde a entrevista foi realizada, Coelho descreveu Jesus como “mais politicamente incorreto, impossível”. Ele também afirmou que “os evangélicos não toleram o católico, o cara de esquerda não tolera o de direita, o de direita odeia todo mundo”.

Internado aos 20 anos de idade pelos próprios pais em um manicômio, Paulo Coelho contou sobre o período do governo militar em que foi preso, em 1974. Ele se descreveu como um louco de 26 anos e disse que “você tem que passar por um período de loucura para não fazer depois”. O escritor afirmou que, então, era tudo: “sexo, drogas e rock’n roll”.

Questionado sobre Gleen Greenwald, Paulo Coelho o chamou de ícone e afirmou que o ministro da Justiça Sergio Moro não faz parte de seu universo. De forma debochada, o escritor chamou Moro de corajoso.

O brasileiro, que já foi apoiador do PT e dono da frase “você deve amar seu país, mas desprezar seu governo”, Paulo Coelho declarou que acha que a política tem que passar por uma reforma muito grande.

– Aí é que está. Quando não se oferece alternativas concretas, você parte para coisas que terminam dando no Bolsonaro – respondeu quando perguntado sobre desilusão com políticos.

Paulo Coelho se declara católico e diz ter admiração pelo protestantismo, mas que o problema é a radicalização. E falou sobre a imagem que tem de Jesus:

– Cristo era um cara mais politicamente incorreto, impossível. Vivia cercado de mulher. Bebia (…) Se cercava dos piores elementos, amaldiçoava a elite da época – afirmou.

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