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Pastor relembra participação em No Limite: “Viagem missionária”

Pr. Pedrão participou do programa da Globo em 2011

Natalia Lopes - 28/04/2021 10h53 | atualizado em 28/04/2021 10h58

Pastor Pedrão é líder da Comunidade Batista do Rio Foto: Divulgação
No próximo dia 11 de maio, a Globo vai estrear uma nova edição do programa No Limite. Desta vez, os competidores do reality serão ex-participantes do Big Brother Brasil.

A primeira edição de No Limite aconteceu no longínquo ano 2000. O programa foi inspirado no norte-americano Survivor, da CBS, um sucesso de audiência. Nele, os competidores lutam pela sobrevivência em meio a condições adversas da natureza. Se, antes, o No Limite teve a apresentação de Zeca Camargo, desta vez o chapéu ficará com André Marques.

Pr. Pedrão, pastor presidente da CBRio (Comunidade Batista do Rio), sabe como são as condições adversas da natureza. Ele participou da edição número 3 do programa e lembra que foi uma experiência ímpar, em que pode testar seus limites e testemunhar do amor de Cristo. Em entrevista ao Pleno.News, o pastor conta que encarou o programa como uma viagem missionária.

Como foi a participação do senhor no programa?
Foi uma experiência ímpar. Nós ficamos 11 dias trancados em um quarto de hotel antes de o programa começar, o que já fazia parte de um preparo, para ver se a pessoa tinha resistência mesmo. Depois fiquei 12 dias no mato. O programa tinha 8 episódios. Eu saí na metade, no quarto episódio. Depois esperei 21 dias para voltar para casa. O ganhador foi o Capitão, que era policial militar e ficou muito meu amigo.

Pastor Pedrão participou de No Limite Foto: Reprodução

Fale um pouco mais sobre a experiência do senhor no programa.
Sem dúvida alguma, a experiência foi muito maneira. Todo mundo tem curiosidade para saber como se vira em situações adversas. Como sobrevive? Como consegue água, alimento, controle emocional, espiritual? Foi uma experiência muito válida, apesar de saber que a Globo estava por ali para nos socorrer. Também foi uma forma de testemunhar do amor de Cristo. No início, todo mundo ficou “ah, não é lugar de pastor” e, depois, todo mundo começou a curtir. Eu levei a Bíblia, comecei a falar de Jesus para as pessoas, usava um lenço na cabeça com o nome de Jesus… foi muito legal.

O que encarou de mais difícil?
Foi a distância da família. Sou muito família, gosto de estar com a minha esposa, meus filhos. Essa distância foi bem difícil e também as noites. Durante o dia, se não tinha prova de competição, você ia à praia, tentava pescar, pegava um coco… E à noite, quando o sol se punha, a gente não tinha lanterna, fazia uma fogueira e ficava por ali mesmo. As noites eram longas e tinha muito mosquito! Você podia até colocar repelente, mas eles não respeitavam muito isso. As noites foram difíceis.

Pedrão se desafiou e evangelizou no programa Foto: Reprodução
O senhor é cristão de berço. Como foi um cristão participar do programa?
Eu sou nascido e criado em um lar cristão. Nunca me desviei, nunca fui para o mundo, sempre estive nos caminhos do Senhor. Então, sem dúvida foi um grande desafio participar do programa como cristão e ter a responsabilidade de dar um [bom] testemunho. Eu encarei isso como se fosse uma viagem missionária, uma oportunidade de pregar o nome de Jesus em um lugar inusitado. Então, o crente é vigiado e monitorado sempre. Todo mundo que estava lá podia falar palavrão, mexer com a pessoa; o crente não. Mas foi bom. Como Paulo disse: “Combati o bom combate, guardei a fé e acabei a carreira”.

O senhor se inscreveu para participar?
Não. A Globo escolheu alguns perfis… por exemplo, ela queria um policial militar, um fisioterapeuta, um evangélico. Então, um funcionário da Globo me abordou e perguntou se eu tinha interesse em participar do programa. Participei de todo processo seletivo (psicotécnico, banca examinadora, teste de esforço, check up) e fui aprovado para participar.

Quando o senhor decidiu ser pastor?
Meu pai era pastor, e, com 13 anos, eu tive um chamado e achei que era isso que Deus queria para minha vida, mas fugi e fui ser empresário. Até que fui sequestrado, e Deus mexeu com meus valores. O Salmo 30 diz assim: “Que proveito terás na minha morte? Pode o morto te louvar?”. Eu tinha aquela Bíblia do Gideões e falei: “Senhor, se Tu me tirares dessa, eu tô fechado contigo”. Mas, mesmo assim, ainda relutei e fui para o Seminário só depois de 7 anos.

O senhor ficou 21 dias em cativeiro. Como foi?
A minha empresa tinha visibilidade, e fui sequestrado no ano de 91. Minha irmã estava no carro e acabou sendo levada também. Foi uma barra muito forte, porque você fica na incerteza se eles vão te soltar, se você vai ficar preso, o que vai acontecer, como serão as coisas. É Sempre uma preocupação muito grande, um estresse muito elevado. Mas Deus, mais uma vez, foi fiel.

O senhor acha que o No Limite é um programa para cristãos assistirem?
No Limite é melhor do que Big Brother. No Limite é aventura, sobrevivência e a pessoa sempre se coloca no seu lugar: “Será que eu comeria isso? Será que eu conseguiria fazer essa prova?” É alguma coisa que você aprende de resistência, sobrevivência, estratégica; um programa melhor, mais educativo do que o Big Brother.

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