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Próximo de Mossoró, Museu do Sertão possui cerca de 2 mil peças do passado

Henrique Gimenes - 07/11/2017 19h05 | atualizado em 02/09/2022 01h12

Precisamente a 281 quilômetros de Natal, capital do Rio Grande do Norte, está Mossoró; segunda cidade mais populosa do estado. E, localizado a quatro quilômetros do centro de Mossoró, em uma fazenda chamada Rancho Verde, está o Museu do Sertão. O local tem a intenção de preservar a memória e o modo de vida dos habitantes dessa região.

É um espaço temático sobre o homem e as coisas do semiárido.

Idealizado e criado pelo professor Benedito Vasconcelos Mendes, ex-dirigente da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), o Museu do Sertão possui cerca de duas mil peças disponibilizadas em 11 pavilhões. O acervo começou a ser coletado na década de 70 e inclui objetos, utensílios domésticos, apetrechos de trabalho, implementos agrícolas, equipamentos e máquinas das agroindústrias do passado. Segundo o professor, a inspiração veio de sua própria história.

– Eu passava minhas férias escolares dentro de casa de farinha, engenho de rapadura, alambique de cachaça, tomando leite mugido na porteira do curral da fazenda do meu avô paterno, de modo que o sertão faz parte da minha vida – relata o professor.

As visitas ao Museu do Sertão acontecem sempre no último sábado de cada mês. Seu acervo é mantido com recursos do próprio professor, que afirma nunca ter recebido nenhum dinheiro público. Mesmo assim, não há um valor cobrado nos ingressos da visitação, somente um quilo de alimento não perecível destinado a uma instituição de caridade em Mossoró. O público principal são estudantes e professores, mas não é restrito apenas a estes, podendo inclusive receber famílias. Benedito Vasconcelos explica o roteiro de visitação.

– Inicialmente é realizada uma palestra sobre cultura regional relacionada com o acervo do Museu do Sertão, pois é possível traçar um perfil bem aproximado do sertanejo baseado no respectivo acervo. Em seguida, uma advogada e pedagoga, com especialização em História, faz o acompanhamento dos visitantes – destaca.

O museu foi aberto ao público em agosto de 2003. Cada um de seus pavilhões possui uma área de 275 metros quadrados. O local ainda conta com uma casa de taipa mobiliada seguindo a tradição sertaneja, um pátio de artes ao ar livre e também um parque de plantas da caatinga. Para continuar sendo um patrimônio, há a intenção de deixar o Museu do Sertão ser administrado por outra instituição.

– Está sendo criada uma instituição pública de direito privado, sem fins lucrativos, que receberá por doação o terreno, os prédios e o acervo – conclui Benedito Vasconcelos.

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