Leia também:
X Reitores indicados por Bolsonaro criam associação após ataques

Em nova debandada no MEC, 11 servidores anunciam renúncia coletiva

Servidores defendem "interesse público sobre o privado", em crítica ao ministro Milton Ribeiro

Pleno.News - 18/02/2022 17h09 | atualizado em 18/02/2022 17h40

Solenidade de posse do Dr. Davy Jones Pessoa Almeida de Menezes no cargo de Consultor Jurídico do MEC Foto: Luis Fortes/MEC

Um novo grupo de servidores anunciou a saída das funções que ocupavam no Ministério da Educação. Em carta dirigida à Consultoria Jurídica da pasta, 11 advogados públicos afirmaram que defendem o “interesse público sobre o privado”, indicando indiretamente críticas ao ministro Milton Ribeiro.

– Na oportunidade, reafirmamos o compromisso da defesa do Estado Democrático de Direito, em especial dos princípios da legalidade e da supremacia do interesse público sobre o privado – disseram os servidores.

O texto foi divulgado nesta quinta-feira (17), um dia após a posse de Davy Jones Pessoa Almeida de Menezes no comando da Conjur do MEC. Na prática, os servidores continuam no Ministério da Educação, mas saem da Consultoria Jurídica.

De acordo com O Globo, o estopim da renúncia teria sido uma reclamação feita por Milton Ribeiro, que se queixou durante a posse do novo chefe da Conjur de que a pasta não é receptiva ao setor privado.

– Ao tempo que cumprimentamos pela recente nomeação e posse no cargo de Consultor Jurídico desta Consultoria Jurídica junto ao Ministério da Educação, os Advogados Públicos aqui arrolados solicitam, a contar da presente data, a exoneração dos cargos em comissão que atualmente ocupam – escreveram os servidores.

Em outra parte da carta, quatro funcionários afirmaram ter “desinteresse em assumir quaisquer cargos vagos ou que venham a vagar nesta Consultoria Jurídica”.

A debandada se soma a outros movimentos de saída do MEC. No ano passado, 52 pesquisadores ligados à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Superior (Capes) também anunciaram renúncia coletiva de suas funções. Procurado, o MEC afirmou que não ia se pronunciar.

*AE

Leia também1 Randolfe aciona STF contra ida de Bolsonaro à Rússia
2 Dinheiro 'esquecido' em bancos será pago em até 12 dias úteis
3 Queiroga irá ao Senado em março 'explicar' notas da Saúde
4 Em evento, Tarcísio sobe o tom: 'Corrupto tem que ir pro inferno'
5 Indenização: Advogado de Lula pede R$ 100 mil da União

Siga-nos nas nossas redes!
WhatsApp
Entre e receba as notícias do dia
Entrar no Grupo
Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo
O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.