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Universidade no Rio sofre ameaça de ataque

Virgínia Martin - 05/04/2019 13h11 | atualizado em 05/04/2019 16h54

Deveria ser um ambiente de intenso desenvolvimento intelectual. Mas as universidades públicas sofrem hoje com acirrados conflitos de ordem político-partidária, fora os estágios de crises econômicas que enfrentam. Não bastasse isso, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) passa agora por mais um confronto.

Desta vez, estudantes, funcionários e professores da instituição estão com medo por causa de ameaças feitas por um perfil fake na rede social. O autor diz que “vai mirar em mulheres e homossexuais” e alerta para que todos da universidade estejam preparados.

Na onda de insanidade que assola o universo estudantil com massacres e mortes ilógicos, todo cuidado é pouco. O clima da UFRJ tornou-se tenso e as Polícias Civil e Militar foram acionadas com uma solicitação de reforço de segurança na universidade.

O sentimento de insegurança também acontece no meio de outro clima de tensão. Hoje mesmo a UFRJ se mobiliza para votação de um novo reitor. E na noite desta sexta-feira (5) também acontece um debate com participação do deputado federal Marcelo Freixo, já com polêmica por possibilidade de cancelamento. Independente do medo dos alunos, a UFRJ prossegue com suas atividades normais.

Mesmo sendo um reduto de postura reflexiva e contundente, é lamentável como a universidade vai sofrendo com inúmeros desgastes e preocupações. Consequentemente, alunos podem estar com menos energia mental para estudar. Como alguém consegue concentração e foco (o básico no estudo) diante de tanta inquietação na comunidade acadêmica?

A pergunta pode parecer inútil. Mas lá na frente vai apontar para o resultado de inúmeros formandos sem suficiente qualificação. Eu mesma já comprovei ineficácia de gente recém-formada ao ler trabalhos e textos apresentados. Ou seja, o final desta corda tensa pode trazer más surpresas.

Falo de educação, que requer condições favoráveis. Falo de qualificação, que requer dedicação. Falo de academia, que requer paz para gerar excelentes profissionais.

 

Virgínia Martin é editora-chefe do Pleno.News. Formada em Jornalismo, com pós-graduação em Propaganda e Marketing, em Comunicação Empresarial e em Pedagogia, tem mestrado em Multimeios.

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