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Fraude nas urnas eletrônicas no segundo turno?

Virgínia Martin - 09/10/2018 09h30 | atualizado em 09/10/2018 10h55

Quem pensa que o sistema de votação com uso de urna eletrônica é estratégia de poucos países, como no Brasil, se engana. Existem 32 países que utilizam este processo. A informação é do próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Instituto Internacional para a Democracia e da Assistência Eleitoral (IDEA Internacional) que afirmam o uso amplo da tecnologia do voto eletrônico. Entre os países estão Suíça, Canadá, Austrália e Estados Unidos (em alguns estados). Na América Latina, o México e o Peru também fazem uso do sistema.

Mas acabei me lembrando das eleições de 2006 nos Estados Unidos, quando as urnas eletrônicas começaram a dar problemas nas eleições americanas. O problema atrasou a votação em seções eleitorais dos estados de Ohio, Colorado, Pensilvânia, Flórida, Tennessee e Indiana. Fiquei surpresa ao ver a tão organizada e habitual logística dos americanos sendo demolida pelas máquinas com defeitos. Na Flórida e no Tennessee, pasmem, as cédulas de papel tiveram de ser usadas.

No ano de 2000, a eleição presidencial dos Estados Unidos também passou por problemas com as urnas. O mundo inteiro assistiu a eleição que ficou conhecida por causa de conflitos e controvérsias com o processo de recontagem de votos também na Flórida. Aliás, na Flórida seis modelos de urnas diferentes são utilizados, feitos por empresas privadas.

Mas embora o total de 32 países com uso de urna eletrônica seja relevante, pesquisei que nem todos usam apenas o sistema de urna ou que este processo funcione na íntegra em todo aquele país. A Índia, por exemplo também usa cédulas em papel como comprovante de voto a fim de que seja feita uma auditoria em caso de suspeita de fraude.

Dizem que o Brasil possui um dos mais modernos sistemas de votação e que usa mecanismos eletrônicos de coleta e aferição rápidos e confiáveis. Se a urna eletrônica brasileira completa 20 anos de funcionamento em território nacional, o equipamento, que já passou por cinco modificações até chegar ao modelo atual, deve estar pra lá de aperfeiçoado.

Mas, não foi exatamente o que ouvimos nesta última eleição. A ministra Rosa Weber de um lado, tranquilizando a população quanta a segurança dos votos. Do outro, centenas de eleitores que tiveram problemas na hora de confirmar sua escolha quando a votação era para presidente da República. Dúvidas no ar.

Pelas redes sociais, eleitores de várias partes do país denunciaram dificuldades para votar em seus candidatos. A reclamação é que a tela não mostrava a foto do selecionado na votação e imediatamente ia para a tela fim. Ou seja, foi ou não computado aquele voto?

O segundo turno se aproxima. Cobranças e atenções serão redobradas. Come estará nossa confiança e segurança na hora da ação mais importante de um país? O desenrolar da questão continua… Não se desligue do que pode acontecer.

Virgínia Martin é editora-chefe do Pleno.News. Formada em Jornalismo, com pós-graduação em Propaganda e Marketing, em Comunicação Empresarial e em Pedagogia, tem mestrado em Multimeios.

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