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Relator apresentará parecer da MP da Eletrobras nesta quarta

Senador Marcos Rogério afirmou que a MP será aprovada antes do fim do prazo

Pleno.News - 15/06/2021 15h43 | atualizado em 15/06/2021 17h44

Sede da Eletrobras, no Rio de Janeiro Foto: Bloomberg/Nadia Sussman

O senador Marcos Rogério (DEM-RO), relator da Medida Provisória que trata da privatização da Eletrobras, afirmou, no período da tarde desta terça-feira (15), que o seu parecer sobre o texto será apresentado na quarta-feira (16), quando será votada a MP, conforme a pauta do plenário do Senado. A intenção do parlamentar é que, no mesmo dia (16), a MP siga de volta para a Câmara dos Deputados, onde, segundo o deputado Elmar Nascimento (DEM-BA), que relatou a MP na Câmara, ela poderá ser votada na quinta-feira (17).

A MP da Eletrobras já passou pela Câmara e deve sofrer alterações no Senado, o que obrigará os deputados a fazer uma nova análise da matéria.

Segundo Rogério, o relatório produzido será pautado na convergência entre o que foi proposto pela Câmara e as sugestões e emendas dos senadores.

– Obviamente que temos a compreensão de que, numa matéria como essa, não tem unanimidade. Mas o nosso relatório leva em consideração o conjunto das sugestões apresentadas pelos senadores e senadoras, ouvindo [o] setor elétrico, [a] agência reguladora, [o] Ministério de Minas e Energia, [o] Ministério da Economia – afirmou Rogério durante entrevista coletiva à imprensa, nesta terça-feira (15).

Questionado sobre “jabutis” (como são chamados os trechos estranhos à proposta original enviada pelo Executivo), Rogério criticou a utilização do termo. Segundo ele, a denominação é “pejorativa” e “vem sendo atribuída como mecanismo para afastar o mérito da mudança legislativa”.

– Esse não é o momento de fazer o julgamento do que fica e do que sai. Vamos aproveitar o texto. O que não será aproveitado será em razão da ausência de pertinência. Mas o relatório vai ser levado em consideração na convergência – declarou o senador.

Senador Marcos Rogério Foto: Reprodução/Facebook

Na segunda-feira (14), o líder do Podemos no Senado, Alvaro Dias (PR), apresentou requerimento para solicitar a exclusão de alguns pontos da MP. Pelo documento, também assinado pelo senador Flávio Arns (Podemos-PR), o parlamentar questiona os “jabutis”.

Rogério pontuou que o texto terá dois aspectos fundamentais: a volta do protagonismo da Eletrobras com capacidade ideal de investimento e o foco no consumidor, tanto residencial quanto comercial, com a redução tarifária de energia.

– Esse esforço já esteve presente no relatório do Elmar Nascimento; e, no Senado Federal, a gente trilha nessa mesma direção – disse Rogério.

O relator da MP reforçou que está em “conversas absolutamente transparentes” com Nascimento, para que seja apresentado no relatório um “consenso mínimo” com a matéria proposta na Câmara e com a sugestão dos parlamentares.

Diante disso, o senador afirmou que a MP será aprovada antes do dia 22, data-limite para que seja aprovada também pelo Congresso Nacional; caso contrário, ela perderá a validade.

– O que não for consenso mínimo será objeto de destaque e [de] votação no Senado. Mas, com o relatório que estou apresentando, estou em diálogo permanente com o relator Elmar Nascimento, que já teve o conhecimento prévio – destacou Rogério.

Nascimento afirmou que as sugestões apresentadas até então são “absolutamente produtivas” e destacou que “quase a totalidade das emendas que estão sendo sugeridas pelos senadores deve ser aproveitada tanto aqui quanto ratificada pela Câmara”.

Segundo ele, as propostas convergem no sentido de defender os interesses da população e incentivar a retomada econômica do país. Para o deputado, as sugestões dos senadores também são positivas, pois irão oferecer ao Senado a oportunidade de marcar uma presença maior no setor elétrico, “para evitar o que está acontecendo hoje”, em referência à atual crise no Brasil.

O deputado ainda descartou qualquer desavença e supremacia entre as Casas.

– Não há isso. Nós temos a obrigação de dialogar e colocar o interesse da população acima de tudo – apontou Nascimento.

Já Rogério ressaltou que o sistema é bicameral; por isto, o relatório está sendo baseado em “diálogo, entendimento e coerência”.

– A espinha dorsal é manter o relatório apresentado pela Câmara – afirmou.

Segundo Rogério, há um entendimento sendo construído e “ninguém vai ter a paternidade” da MP.

*Estadão

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