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Petrobras reajusta preço do querosene de aviação em 55%

Repasse contratual acontece em meio à alta global do petróleo

Pleno.News - 01/04/2026 15h46 | atualizado em 01/04/2026 21h58

Edifício sede da Petrobras, no Rio de Janeiro (Imagem ilustrativa) Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Petrobras anunciou, nesta quarta-feira (1º), o reajuste médio de 55% no preço do querosene de aviação (QAV), combustível derivado do petróleo que abastece aviões e helicópteros e é um dos principais custos das companhias aéreas.

O preço do QAV é estipulado pela Petrobras mensalmente, sempre no dia 1º. O reajuste deste mês acontece no momento em que o mundo enfrenta uma escalada no preço do barril do petróleo por causa da guerra no Irã.

No início de março, o reajuste médio do QAV havia sido de 9%; e em fevereiro, de -1%, ou seja, o combustível tinha ficado mais barato.

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), órgão regulador do setor aéreo, combustíveis representaram cerca de 30% dos custos totais das companhias aéreas.

REFINARIAS
A tabela com os novos preços está publicada no site da companhia.

A relação traz 14 pontos de venda. Os reajustes variam de 53,4% a 56,3%. Em Ipojuca, Região Metropolitana do Recife, onde fica a refinaria Abreu e Lima, o preço do litro passou de R$ 3,49 para R$ 5,40.

O valor mais em conta é em São Luís, Maranhão, que passou de R$ 3,45 para R$ 5,38 o litro.

A Petrobras comercializa para as distribuidoras o QAV produzido nas refinarias da empresa ou importado. Uma vez comprado pelas distribuidoras, as empresas transportam o combustível e vendem para companhias de transporte e outros consumidores finais nos aeroportos ou ainda para revendedores.

A Petrobras tem participação de cerca de 85% da produção do QAV, mas o mercado é aberto à livre concorrência, sem restrições para outras empresas atuarem como produtoras ou importadoras.

GUERRA E PETRÓLEO
A guerra no Irã foi desencadeada em 28 de fevereiro, com ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã.

A região concentra países produtores de petróleo e rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz ─ por onde passam 20% da produção mundial ─, o que levou distorções à cadeia de petróleo e escalada de preços no mercado global.

Nesta quarta-feira, o preço do barril tipo Brent (referência internacional de preço) está sendo negociado pouco acima de 101 dólares (cerca de R$ 520). Antes da guerra, o óleo era cotado perto de 70 dólares (R$ 360,88).

*Com informações da Agência Brasil

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