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Pandemia deve afetar empregos e salários no Brasil por 9 anos

Relatório do Banco Mundial apontou que impactos causados no último ano devem perdurar por quase uma década

Paulo Moura - 20/07/2021 14h47 | atualizado em 20/07/2021 15h05

Banco Mundial alertou que desemprego deve perdurar em razão da pandemia Foto: Reprodução

Um relatório divulgado pelo Banco Mundial nesta terça-feira (20) apontou que a crise econômica causada pela pandemia de Covid-19 deve impactar negativamente os empregos e salários no Brasil por pelo menos nove anos. O documento indica que as “grandes sequelas” causadas pelo período atual devem persistir na América Latina por muitos anos.

– No Brasil e no Equador, embora os trabalhadores com ensino superior não sofram os impactos de uma crise em termos salariais e sofram apenas impactos de curta duração em matéria de emprego, os efeitos sobre o emprego e os salários do trabalhador médio ainda perduram nove anos após o início da crise – afirmou.

A análise, chamada de Emprego em crise: Trajetórias para melhores empregos na América Latina pós-Covid-19, endossa o argumento com a justificativa de que os países da região costumam levar “muitos anos” para se recuperar quando há perda de emprego em crises econômicas.

O Banco Mundial afirma ainda que a crise causada pela pandemia deve provocar “cicatrizes” mais “intensas” nos trabalhadores menos qualificados, isto é, segundo o banco, naqueles sem ensino superior. Essas “cicatrizes”, diz o relatório, são: aumento do desemprego, aumento da informalidade e redução dos salários.

O relatório aponta ainda que os trabalhadores informais têm menos proteções contra efeitos de crises econômicas; assim, a probabilidade de eles perderem o emprego é maior, independente da qualificação que possuem.

Segundo o banco, o nível de emprego informal na América Latina costuma continuar menor por um ano e oito meses após o início de uma recessão.

Para o Banco Mundial, as perdas de emprego são mais duradouras para empregados com carteira assinada de locais com setores de serviço menores; menor número de empresas de grande porte; e setores primários maiores (como agricultura, pecuária, pesca e extrativismo mineral).

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