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Orçamento da Fazenda: Tebet anuncia corte de R$ 2,6 bilhões

Medida foi necessária para não agravar crise fiscal do governo

Pleno.News - 27/07/2023 16h21 | atualizado em 27/07/2023 17h25

Simone Tebet Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O anúncio de corte de R$ 2,6 bilhões no orçamento do Ministério da Fazenda foi realizado nesta quinta-feira (28) pela ministra do Planejamento, Simone Tebet. A ministra tratou, rapidamente, de retirar a responsabilidade do governo e lançá-la sobre os parlamentares.

– O arcabouço fiscal foi aprovado com algumas alterações dentro do Congresso. Algumas despesas entraram no novo teto. O piso de Enfermagem que não estava. Então, nós tivemos um espaço fiscal menor – justificou.

A ministra alegou que durante a tramitação do projeto no Congresso, os parlamentares incluíram despesas que o Executivo havia deixado de fora da regra do novo teto fiscal.

Tebet falou à imprensa antes de uma reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

– Vim agora em uma missão árdua: tentar mostrar para o ministro Haddad que nós tivemos que fazer um corte no ministério dele de R$ 2,6 bilhões – brincou Tebet, em meio à crise orçamentária que acomete a gestão.

Segundo a ministra, o corte foi necessário para não precisar retirar recursos de políticas públicas e de ministérios “finalísticos”, aqueles que prestam serviços diretos ao cidadão, como os ministérios da Saúde e da Educação.

– Para podermos, nesse cobertor curto, destinar o máximo possível de recursos para políticas públicas, para projetos de investimentos, para as ações e programas dos ministérios finalísticos que não envolvam, obviamente, aqueles ministérios meios, como é o caso dos ministérios relacionados à equipe econômica – explicou Simone Tebet.

Ela acrescentou que os ministérios novos, que foram criados neste ano, tiveram um reforço no orçamento com o remanejamento de recursos, realizado pelo Planejamento. Foram acrescidos cerca de R$ 400 milhões aos orçamentos da Mulher, dos Direitos Humanos, da Igualdade Racial e dos Povos Indígenas.

– Todos os ministérios novos cresceram um pouquinho. Nós fizemos questão de pegar algum espaço, de R$ 400 milhões mais ou menos, para poder rechear um pouquinho [os orçamentos] – concluiu ministra.

*Com informações da Agência Brasil

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