Investir na Bolsa de Valores? Saiba como!

Economista explica como se tornar um investidor sem entrar em furada

Rafael Ramos - 12/03/2019 09h50

Saiba como a Bolsa de Valores funciona Foto: Reprodução

Mais de 900 mil brasileiros investiram na Bolsa de Valores em fevereiro, batendo um verdadeiro recorde. Só no último mês, a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) ganhou mais de 61 mil novos investidores. Em 2018, a B3 fechou com um lucro de R$ 21, bilhões, 70% maior se comparado a 2017.

Para quem pretende se tornar um investidor, o economista e consultor do SEBRAE, Sergio Dias, explica que, teoricamente, qualquer pessoa pode investir na Bolsa. Ele ainda esclarece que as transações são feitas através de corretoras de valores, que podem ser empresas autônomas ou vinculadas a uma instituição financeira.

– A Bolsa de Valores é um local onde são negociadas as ações das empresas ditas de capital aberto, ou seja, aquelas que colocam à venda suas ações no mercado. É o ponto de encontro entre os que procuram uma ação e os que querem vender essa ação e aí se realizam as negociações. As corretoras de valores organizam a venda dessas ações para os primeiros investidores e a empresa recebe o dinheiro por elas. A partir dessa primeira venda, as ações passam a ser negociadas na Bolsa entre os próprios investidores – disse o economista ao Pleno.News.

Sergio Dias aconselha o futuro investidor a acompanhar o comportamento das cotações das ações Foto: Divulgação

Ainda de acordo com Sergio Dias, alguns setores são menos afetados por mudanças no cenário econômico nacional e mundial, como os de energia, alimentação, estética, serviços profissionais,
comunicações e vestuário. Entretanto, mais importante que se ater à área, o interessado precisa acompanhar a evolução dos índices que medem o comportamento das cotações das ações. A própria Bolsa publica esses índices e também é possível ter essas informações na internet.

O futuro investidor também deve entender que o principal fator que determina uma mudança na Bolsa é o índice de confiança do consumidor. Isso vai medir a disposição de consumo da população, que é determinada pelas perspectivas futuras da economia. Quando o consumidor está satisfeito e otimista em relação ao futuro da economia, ele tende a gastar mais e com isso movimenta a economia como um todo.

– Quem deseja começar a investir na Bolsa deve, primeiramente, se conscientizar de que, diferentemente de aplicações em papéis de renda fixa ou em poupança, nas quais as perspectivas de ganhos são previamente conhecidas, na aplicação em Bolsa o resultado é desconhecido a priori. Em segundo lugar, é preciso definir o objetivo de seu investimento, ou seja, qual o retorno esperado e em que prazo deseja realizar esse retorno. A aplicação em Bolsa de Valores se torna atrativa se os objetivos são de médio e longo prazo, quando as possibilidades de ganhos são significativamente maiores. Procure uma corretora de valores ou um especialista em mercado de capitais para obter orientação sobre como montar uma carteira de ações – encerra Sergio Dias.

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