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Monique Mello - 28/12/2020 14h13 | atualizado em 28/12/2020 14h34

Especialista acredita que agenda de reformas é um dos fatores para bons números no Brasil Foto: Pixabay

Conforme o Pleno.News noticiou na última semana, o Brasil é o único país da América Latina no ranking dos 25 países mais confiáveis para o investimento estrangeiro . Em novembro, investidores de fora do Brasil colocaram R$ 30 bilhões na Bolsa Brasileira, maior valor desde 1995, quando esse dado começou a ser computado.

Segundo João Beck, economista e sócio da BRA, um dos escritórios da XP Investimentos, o movimento de entrada de recursos de fora no mês de novembro foi consequência do fim das incertezas em relação à eleição americana e dos anúncios positivos recentes de diversas vacinas com potencial de eficiência acima de 90%.

– Com mais apetite a risco lá fora, um fluxo natural acaba respingando para mercados emergentes. O Brasil foi um destino potencial também por ter sido o país com a maior desvalorização da moeda dentre economias relevantes. E isso acaba nos tornando “baratos” – explica.

As notícias em relação às vacinas contra o novo coronavírus também impulsionaram a alta nas Bolsas em outros países. Em novembro também, o principal índice da Bolsa do México sobe 13%. Na Coreia do Sul, o ganho é de 16%. Nos Estados Unidos, o S&P 500, da Bolsa de Nova York, avança mais de 11%.

O otimismo, porém, para isto ser contínuo depende de o governo brasileiro cuidar das contas públicas, além de fazer reformas.

– No curto prazo, o país precisa mostrar mão firme no controle do teto de gastos, além de prosseguir com a agenda de reformas. A paciência do mercado tem prazo de validade. Pandemia é como uma guerra. E ainda nem saímos dela. Precisamos apagar o fogo contendo gastos e prosseguindo com reformas, antes de falarmos em agenda positiva”, diz Beck.

Para o especialista, o investimento de fora no Brasil, de forma sustentável, depende também de perspectivas mais otimistas de crescimento do PIB.

– O governo tem um papel importante nesse processo ao criar uma agenda que destrave os gargalos do nosso crescimento, com mão de obra qualificada, logística, energia, saneamento etc – finaliza.

João Beck é economista e especialista em investimentos Foto: Reprodução

 

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