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IBGE: Auxílio emergencial evitou piora da desigualdade no Brasil

Auxílio permitiu que a renda média da população mais vulnerável economicamente crescesse em 2020, na comparação com 2019

Paulo Moura - 19/11/2021 11h15 | atualizado em 19/11/2021 12h27

Auxílio emergencial Foto: Agência Brasil/Marcello Casal Jr

A pandemia varreu os trabalhadores de baixa renda do mercado de trabalho, mas o auxílio emergencial evitou uma piora da desigualdade no país em 2020, ao elevar o rendimento médio dos brasileiros mais vulneráveis. É o que apontam dados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios Contínua 2020, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (19).

O auxílio emergencial permitiu que a renda média per capita recebida pela metade mais pobre da população brasileira, que ficou em R$ 453 mensais em 2020, crescesse 3,9% em relação a 2019, quando era de R$ 436. Na passagem de 2019 para 2020, houve aumento no rendimento domiciliar per capita médio principalmente nas faixas de renda mais baixas.

– Todo mundo teve perda [na renda do trabalho]; alguns mais, [e] outros menos. Mas você teve uma política social que segurou [os mais vulneráveis] – disse Alessandra Scalioni Brito, analista do IBGE.

Como consequência, o índice de Gini (indicador que mede a desigualdade de renda, numa escala de 0 a 1, em que, quanto mais perto de 1 o resultado, maior é a concentração de renda) do rendimento médio domiciliar per capita passou de 0,544, em 2019, para 0,524, em 2020.

Segundo a pesquisadora do IBGE, a perda do rendimento proveniente do mercado de trabalho afetou todas as faixas de renda, sobretudo os mais ricos, enquanto que o auxílio emergencial funcionou como um “colchão” contra efeitos mais nocivos da perda do emprego entre a população mais vulnerável.

– Foi um colchão, mas não para suprir toda essa queda que teve no mercado de trabalho e em outras fontes de renda. No Norte e Nordeste, como o peso de programas sociais é maior, aumentou um pouquinho (a renda per capita). Nas outras regiões, não. No total do Brasil, também não – destacou.

O rendimento médio mensal real domiciliar per capita foi de R$ 1.349 em 2020, uma queda de 4,3% em relação aos R$ 1.410 estimados em 2019. As Regiões Norte (R$ 896) e Nordeste (R$ 891) apresentaram os menores valores, embora tenham registrado aumento, em relação ao ano anterior, de 2,3% e 0,9%, respectivamente.

*AE

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