Haddad fala em cooperar com os EUA no tema de minerais críticos
De acordo com o ministro, cooperação ajudaria na produção de baterias mais eficientes
Henrique Gimenes - 04/08/2025 19h04 | atualizado em 05/08/2025 10h30
Nesta segunda-feira (4), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o Brasil pode negociar com os Estados Unidos sobre minerais críticos e terras raras. De acordo com ele, há a possibilidade de cooperação entre os dois países para a produção de baterias mais eficientes.
As chamadas terras raras contêm minérios que podem ser usados na fabricação de semicondutores, smartphones, televisores, equipamentos militares, baterias, painéis solares e outros.
No mês passado, enquanto o governo tentativa negociar o tarifaço promovido pelos EUA aos produtos brasileiros, o governo americano manifestou interesse pelo assunto.
Em entrevista à Bandnews, Haddad disse que o Brasil estaria disposto a negociar a exploração desses recursos.
– Em se tratando da maior economia do mundo, o Brasil pode participar mais do comércio bilateral e, sobretudo, de investimentos estratégicos. Nós temos minerais críticos e terras raras. Os Estados Unidos não são ricos nesses minerais. Nós podemos fazer acordos de cooperação para produzir baterias mais eficientes, na área tecnológica – ressaltou.
O ministro também disse que o Brasil pode aprender muito com os EUA.
– Na área tecnológica temos muito a aprender e temos muito também a ensinar. Veja o objeto de desejo que se tornou o Pix, que tem sido considerado por prêmios Nobel de Economia o futuro da moeda digital – destacou.
Haddad também disse que o Brasil quer fazer negócios com diversos parceiros.
– A gama de setores em que interessa o Brasil, uma parceria com os Estados Unidos, é enorme. Outra coisa importante, nós não queremos que só a China, ou agora com a União Europeia, a União Europeia invista no Brasil. Nós queremos que os Estados Unidos invistam também. Nós somos um país grande demais para servir de satélite de um bloco econômico, seja asiático, europeu ou estadunidense. Nós precisamos diversificar cada vez mais – apontou.
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