Leia também:
X STF: Moraes libera entrevista de Jair Bolsonaro à imprensa

Haddad diz que escolha de seu sucessor “é do presidente Lula”

Ministro afirmou que desejo de ajudar na campanha de Lula é "incompatível" com o cargo que ocupa

Pleno.News - 18/12/2025 21h46 | atualizado em 19/12/2025 13h06

Fernando Haddad, ministro da Fazenda Foto: Diogo Zacarias/MF

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (18), que o desejo dele de colaborar com a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2026, é “incompatível” com o cargo que ocupa atualmente. Mas ele não citou nomes de possíveis sucessores, “decisão é do presidente Lula”.

– Meu desejo de colaborar com a campanha de Lula é incompatível com ser ministro da Fazenda, não tem como – disse, em café com jornalistas.

Ele frisou que não tem prazo de desincompatibilização, pois não pretende se candidatar.

– Minha saída não tem nada a ver com abril – afirmou.

Haddad disse ter tomado cuidado para falar sobre seu futuro político apenas após a conclusão da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 e da aprovação das medidas necessárias para fechar a peça.

Ele disse que o debate é sobre o melhor momento para alguém assumir a pasta e, na visão dele, o prazo ideal seria até “o mais tardar fevereiro”.

– Na minha volta das férias, em 11 de janeiro, vou conversar com o presidente Lula – afirmou.

Sobre possíveis sucessores, Haddad disse levar pessoas que trabalham com ele “para todo canto”, inclusive em despachos com Lula.

– Quem trabalha comigo são pessoas da mais alta capacidade técnica – elogiou.

Ele disse que, se o presidente Lula perguntar, ele dirá quem acha que pode ser sucessor.

CANDIDATURA
O ministro negou a intenção de disputar qualquer cargo eletivo no ano que vem.

– Não vivo da política – disse, lembrando que em 2020, por exemplo, não se candidatou a prefeito de São Paulo, apesar de apelos nesse sentido.

E completou:

– Tive conversa com o presidente sobre candidatura. E ele falou para vocês [jornalistas] hoje o que mesmo que falou para mim, que iria respeitar a minha decisão. Quando falei com ele, essa foi a reação dele, após eu dizer que não tinha intenção de concorrer às eleições de 2026 – apontou.

Ainda sobre a conversa com Lula, Haddad afirmou não ter sido o presidente quem lhe procurou para pedir para ele ser candidato, “fui eu que, em uma circunstância que eu considerei apropriada, puxei assunto”.

A respeito de uma possível composição na chapa de Lula, na posição de vice-presidente, Haddad respondeu.

– Não sei da onde saiu isso – afirmou.

RELAÇÃO COM O PT
Haddad destacou a relação que tem com o PT, lembrando que é filiado ao partido desde 1985.

– Minha relação é com a militância do PT. Tenho muito apreço pelo chão de fábrica do PT, é povo trabalhador – destacou.

Sobre críticas feitas pela direção e por tendências da legenda, ele alegou que as recebe “com naturalidade”.

Haddad fez questão de destacar que a relação dele com o presidente não é de hoje, pois participou de todos os mandatos lulistas.

O ministro ainda afirmou ser “muito notável” que temores da esquerda, o chamado fogo amigo, terem sido vencidos pelos resultados.

– Os temores da direita também foram vencidos, porque o projetado não aconteceu – disse, sustentando que as projeções econômicas do começo de 2026 estavam erradas.

Prestes a deixar o cargo, Haddad disse que a vida na Fazenda “nunca está mais fácil, assombração aparece aqui o tempo inteiro”. Ele ainda brincou sobre a existência de um suposto bolão sobre quanto tempo ele duraria no cargo.

*AE

Leia também1 STF: Moraes libera entrevista de Jair Bolsonaro à imprensa
2 Conheça os suplentes de Eduardo e Ramagem na Câmara
3 Vazamento paralisa plataforma da Petrobras na Bacia de Campos
4 Flávio chama de "erro" cassação de Ramagem e Eduardo
5 Tesouro dá aval a empréstimo de R$ 12 bilhões aos Correios

Siga-nos nas nossas redes!
WhatsApp
Entre e receba as notícias do dia
Entrar no Canal
Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo
O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.