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Guedes diz esperar que Doria pague por vacina sem ajuda

Ministro da Economia disse que o governo federal já mandou "bastante dinheiro para São Paulo gastar com a Saúde"

Pleno.News - 29/10/2020 14h39 | atualizado em 29/10/2020 17h44

Presidente Jair Bolsonaro com o governador de São Paulo, João Doria, e o ministro da Economia, Paulo Guedes Foto: Governo do Estado de São Paulo

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quinta-feira (29), que espera que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), pague pela vacina sem precisar de socorro do governo federal. Mais cedo, Guedes afirmou que o panorama atual não indica uma segunda onda de contágio de Covid-19 no Brasil, mas garantiu que o governo terá os instrumentos necessários para enfrentar a doença, caso ela se estenda por mais um dois anos.

– Já mandamos bastante dinheiro para São Paulo gastar com a Saúde, tomara que São Paulo encomende, pague sua vacina e vacine sua população – disse Guedes.

A declaração foi dada durante audiência pública na Comissão Mista do Congresso Nacional para o acompanhamento de medidas contra a Covid-19.

O presidente Jair Bolsonaro e Doria divergem publicamente sobre a obrigatoriedade da vacinação contra a covid-19. Enquanto o presidente, que é candidato à reeleição em 2022, diz que o governo federal não obrigará a imunização, o governador de São Paulo, principal adversário de Bolsonaro, já afirmou que a vacina será obrigatória para os paulistas.

Na semana passada, o presidente revogou acordo feito pelo Ministério da Saúde para a compra de 46 milhões de doses da Coronavac, vacina da farmacêutica chinesa Sinovac que será produzida pelo Instituto Butantã.

– Há iniciativas de diversos governos estaduais com vacina russa, chinesa, americana, do Reino Unido. A orientação de qual é a melhor vacina é do Ministério da Saúde. Agora, não pode um governador querer vender vacina para governo federal antes de aprovação pela Anvisa – disse Guedes.

E completou.

– Eu sou liberal, e acredito que a vacina é uma decisão voluntária de cada um. Se o sujeito preferir ficar trancado em casa seis anos sem trabalhar, sem ter contato com ninguém e sem tomar a vacina, problema dele. Se ele quiser sair e tomar três vacinas, ele pode. Tem que conversar com o médico dele – afirmou.

*Estadão

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