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Guedes “detona” o PSDB em comentário sobre o Plano Real

Em entrevista à CNN, ministro afirmou que "se Plano Real fosse tão extraordinário, PSDB não perderia quatro eleições"

Pleno.News - 06/07/2020 16h50 | atualizado em 06/07/2020 17h22

Ministro da Economia, Paulo Guedes Foto: PR/Marcos Corrêa

O ministro da Economia, Paulo Guedes disse, na noite de domingo (5), ser um mito que o Plano Real foi o “melhor do mundo” e que, por isso, o PSDB não se manteve no governo.

– Se o plano fosse tão extraordinário, eles não perdiam quatro eleições seguidas – afirmou em entrevista à CNN Brasil.

Para o ministro, o PT assumiu o poder -e venceu os quatro pleitos- porque o Brasil viveu uma época de desemprego e juros altos.

Na avaliação de Guedes, o Plano Real foi satisfatório na questão monetária, mas deficiente na questão cambial e fiscal.

Num paralelo à necessidade de o Plano Real combater a hiperinflação, ele foi questionado qual seria o principal problema a ser combatido atualmente. Guedes respondeu que “não existe essa bala de prata”.

– Cada hora, a guerra é num front de aperfeiçoamento – apontou.

Ao apresentar planos do Ministério da Economia, ele prometeu que, em 90 dias, o governo fará três ou quatro privatizações, sem detalhar quais seriam as estatais.

O ministro reconheceu que o plano de privatizações não está como esperado.

– Elas [as privatizações] não andaram num ritmo satisfatório – destacou.

Na ideia de uma ampla privatização, ele declarou que os Correios e subsidiárias da Caixa estão na lista – até o fim do governo.

Traçando um cenário para 2020, Guedes disse acreditar que o Congresso aprovará até dezembro uma reformulação do sistema tributário.

– Acho que vamos aprovar uma reforma tributária nesse ano – apontou.

O projeto de mudanças no regime de impostos deverá incluir a taxação sobre dividendos, hoje isentos.

O ministro também sustentou a ideia de um imposto similar à extinta CPMF como forma de ampliar a base de arrecadação do governo, para taxar transações financeiras. Com isso, segundo o plano apresentado por ele, seria possível reduzir os encargos sobre a contratação de empregados.

– Nosso programa é de substituição tributária. Não queremos aumentar [a carga tributária]. Não podemos reduzir, num momento como esse – ressaltou Guedes.

Na entrevista, o ministro também defendeu a proposta, em estudo pelo governo, de reformulação do Bolsa Família. O objetivo é ampliar a cobertura, para que informais tenham direito à assistência social, com recursos de outros programas sociais.

Guedes afirmou que o principal foco da equipe econômica atualmente é a formulação de medidas para combater o desemprego no país. Para isso, ele acredita ser necessário reduzir os custos para empresários contratarem funcionários, por exemplo, com a desoneração da folha de pagamento.

*Folhapress

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