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Guedes defende aumento de teto salarial do serviço público

Medida, de acordo com o ministro, iria valorizar a "meritocracia"

Pleno.News - 09/09/2020 14h48 | atualizado em 09/09/2020 17h43

Ministro da Economia, Paulo Guedes Foto: Agência Brasil/Fabio Rodrigues Pozzebom

Nesta quarta-feira (9), o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu um aumento de salário para os altos cargos da administração pública. De acordo com ele, a medida iria dar mais valor à “meritocracia” e ainda preservar bons funcionários no serviço público. A declaração foi dada durante um debate virtual sobre a reforma administrativa.

Pela lei, o teto do salário do serviço público é equivalente ao salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), atualmente em R$ 39,2 mil. Para Guedes, no entanto, devido ao “peso do cargo”, certas posições deveriam receber muito mais.

– Nós deveríamos ser mais meritocráticos nisso. A Presidência da República, o Supremo têm que receber muito mais do que recebem hoje pela responsabilidade do cargo, pelo peso das atribuições, pelo mérito em si para poder chegar em uma posição dessas – explicou.

O ministro também afirmou que os baixos salários da alta administração são um “absurdo”, já que facilitam com que o setor privado acabe tirando bons servidores da administração pública.

– Eu acho um absurdo os salários da alta administração brasileira, acho que são muito baixos. Muita gente preocupada com o teto, a minha preocupação é ao contrário. Para preservar pessoas de qualidade no serviço público, como tenho visto aqui em Brasília – ressaltou.

Ele também defendeu uma maior diferenciação de salários no serviço público com redução da remuneração inicial, já que a baixa diferença entre o piso e o teto atrapalha a meritocracia.

– Tem que haver uma enorme diferença de salários, sim, na administração pública brasileira. Quantos chegam ao Supremo Tribunal Federal? Quantos chegam ao TCU? (…) É uma distribuição quase socialista. A dispersão de salário entre um salário do Supremo e recém egresso na carreira do Judiciário é ridiculamente baixa. Não pode haver essa dispersão tão baixa. Isso é uma negação de toda meritocracia que existe ao longo dessa carreira – destacou.

Sobre a reforma administrativa, o ministro Paulo Guedes afirmou que o governo espera uma redução de despesas no valor de R$ 300 bilhões ao longo de 10 anos.

– Nossos cálculos iniciais são de que essa reforma, na formatação padrão que nós enviamos, vai cortar R$ 300 bilhões. São R$ 287 bilhões, alguma coisa assim, R$ 300 bilhões – apontou.

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