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Medida poderá ser adotada por empregadores durante o prazo de 120 dias

Thamirys Andrade - 28/04/2021 10h58 | atualizado em 28/04/2021 11h17

Medidas adotadas são semelhantes à adotada pela MP 927 no ano passado Foto: Valdecir Galor/SMCS

O governo federal publicou no Diário Oficial da União desta quarta-feira (28) a Medida Provisória 1.046, que dispõe sobre medidas trabalhistas para enfrentamento da pandemia da Covid-19.

A MP traz as medidas que poderão ser adotadas por empregadores, durante o prazo de 120 dias, para a preservação do emprego, a sustentabilidade do mercado de trabalho e o enfrentamento das consequências da pandemia relacionadas a emprego.

Segundo o texto, poderão ser adotadas as seguintes medidas: teletrabalho, antecipação de férias individuais, concessão de férias coletivas, aproveitamento e antecipação de feriados, banco de horas, suspensão de exigências administrativas em segurança e saúde no trabalho e a suspensão do recolhimento do FGTS dos funcionários por um período de quatro meses.

No caso do diferimento do recolhimento do FGTS, a MP especifica que “fica suspensa a exigibilidade do recolhimento do FGTS pelos empregadores, referente às competências de abril, maio, junho e julho de 2021, com vencimento em maio, junho, julho e agosto de 2021, respectivamente”. Esses depósitos poderão ser feitos, de forma parcelada, sem incidência de atualização, de multa e de encargos em até quatro parcelas mensais, com vencimento a partir de setembro deste ano.

As medidas adotadas são semelhantes à adotada pela MP 927 no ano passado.

– As medidas trabalhistas temporárias de preservação do emprego serão tomadas a fim de atenuar o resultado econômico das medidas de isolamento, adotadas por alguns entes da Federação, para a contenção da transmissão do vírus. A pandemia provocou forte impacto no setor produtivo e nas relações de trabalho, e a descontinuidade de medidas trabalhistas para enfrentamento da emergência de saúde pública pode ser nefasta para a preservação de empregos e das relações trabalhistas. Trata-se de situação que demanda solução eficaz com vistas a possibilitar a continuidade das atividades – justificou o governo em nota divulgada pela Secretaria Geral da Presidência da República. *Estadão

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