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Governo irá tratar da reoneração da folha por PL, diz Pacheco

Presidente do Senado afirmou que gestão Lula recuou da MP que tratava do assunto

Henrique Gimenes - 21/02/2024 20h37 | atualizado em 22/02/2024 11h13

Rodrigo Pacheco, presidente do Senado Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse, nesta quarta-feira (21), que já é certo que o governo tratará da reoneração da folha de pagamentos por um projeto de lei, e não mais pela medida provisória em tramitação.

Segundo Pacheco, o ponto que resta a ser decidido é a extinção do Perse (programa voltado ao setor de eventos de ajuda após a pandemia da Covid-19). A discussão, de acordo com o presidente do Senado, ainda depende de um acerto com a Câmara dos Deputados.

– Em relação à desoneração, a solução política está feita no sentido de que eventuais alterações no programa não se darão por medida provisória. O governo já concordou com essa premissa, nós ajustamos isso, e em breve o governo deve anunciar a medida tomada para poder retirar da MP essas alterações na desoneração. E aí o governo pode propor alterações, mas o fará por projeto de lei – afirmou Pacheco em entrevista coletiva na noite desta quarta.

Pacheco disse que “há ainda uma discussão sobre o Perse se deve ser por medida provisória ou projeto de lei”.

– Essa discussão ainda não está definida e o governo vai tratar disso com Lira e líderes da Câmara para chegar em um bom encaminhamento – ressaltou.

O presidente do Senado disse que a mudança em relação à desoneração das prefeituras também deve ser retirada da medida provisória e tratada no projeto de lei.

O terceiro ponto da MP, a limitação das compensações tributárias, também não tem acordo até o momento, mas, de acordo com Pacheco, há uma concordância entre líderes do Senado de que o assunto poderia tramitar pela medida provisória.

Pacheco se reuniu com os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e com os líderes do governo Jaques Wagner (PT-BA) e Randolfe Rodrigues (sem partido-AP) na tarde desta quarta para tentar avançar no acordo envolvendo a MP da reoneração.

VETOS
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse, nesta quarta-feira, que “não há uma data definida ainda” para a sessão do Congresso que avaliará vetos presidenciais, entre eles os que envolvem o cronograma para o pagamento de emendas parlamentares e o veto a parte das emendas de comissão.

Questionado em entrevista coletiva na noite desta quarta sobre se seria possível realizar a sessão no início de março, Pacheco se esquivou. Disse que seria preciso “avaliar o dia” e que seria “o mais rapidamente possível”.

– Vamos fazer essa apreciação, até porque é preciso dar previsibilidade sobre essa questão orçamentária. Mas não há uma data definida ainda – explicou.

O Broadcast Político apurou que Pacheco não deve convocar a sessão para o início de março, como vem pressionando parte dos parlamentares. O relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), deputado Danilo Forte (União Brasil-CE), apresentou um requerimento para obrigar Pacheco a convocar na primeira semana de março uma sessão conjunta do Congresso Nacional.

DÍVIDA MG
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse que deve se reunir com técnicos do Ministério da Fazenda no início de março para discutir a dívida de Minas Gerais.

Pacheco disse que pretende avançar em uma “solução federativa para todos os estados”, com “um grande programa que possa ser a solução não só de Minas, mas de todos os estados”.

– Hoje estive com Haddad e o último assunto que tratei foi sobre a dívida de Minas. Ele disse que estava trabalhando de maneira muito dedicada para poder dar o encaminhamento sobre isso e já avançou nos estudos sobre a situação de Minas Gerais e também de outros estados. Nós vamos nos encontrar no início de março com a equipe técnica do Ministério da Fazenda, e vou convidar o presidente da Assembleia de Minas e o governador Romeu Zema, para discutirmos – afirmou Pacheco.

*AE

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