GM volta atrás e suspende as mais de 1,2 mil demissões por emails
Demissões haviam sido anunciadas nas três fábricas de São Paulo
Pleno.News - 04/11/2023 16h32 | atualizado em 06/11/2023 18h33

A General Motors comunicou, neste sábado (4), que cancelou as 1.245 demissões nas fábricas de São José dos Campos, São Caetano do Sul e Mogi das Cruzes, todas no estado de São Paulo. O anúncio feito aos três sindicatos de metalúrgicos que representam os trabalhadores nessas cidades ocorre um dia após o Tribunal Superior do Trabalho (TST) ter rejeitado o pedido de liminar da montadora para que as demissões fossem mantidas.
Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Valmir Mariano, a empresa afirmou que vai realizar uma reunião, na tarde da próxima segunda-feira (6), com as três entidades sindicais que está realizando trâmites internos para o cancelamento das demissões.
– A retomada dos empregos é uma vitória histórica, fruto da forte luta dos trabalhadores das três cidades. Foram 13 dias de greve e muita união em defesa dos empregos – diz Mariano.
A produção das três plantas ficou totalmente paralisada nesses 13 dias. O Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região já havia determinado, no dia 31 de outubro, a reintegração dos funcionários de São José dos Campos e que as demissões não ocorressem sem negociação prévia. A GM, contudo, entrou com pedido de liminar para manter os cortes. A Justiça do Trabalho também tinha determinado, na última quarta (1º), o cancelamento das demissões nas fábricas de São Caetano do Sul e Mogi das Cruzes.
Ao todo, a GM havia demitido, por telegramas ou emails, 1.245 funcionários, sendo 839 em São José dos Campos, 300 em São Caetano – onde são produzidos veículos – e 105 em Mogi das Cruzes, voltada à produção de componentes.
Na ocasião, a GM alegou necessidade de adequar seu quadro de funcionários em razão da queda nas vendas e nas exportações. O grupo emprega aproximadamente 12 mil pessoas nas três plantas. Também tem mais duas fábricas, uma de carros em Gravataí (RS) e uma de motores em Joinville (SC), onde não ocorrem demissões.
*AE
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