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Faz o L! Dólar dispara e vai perto de R$ 5,40 após fala de Lula

O real amargou, de longe, o pior desempenho entre as divisas globais

Pleno.News - 10/11/2022 19h28 | atualizado em 10/11/2022 19h59

Lula Foto: EFE/ Fernando Bizerra

O dólar disparou no mercado doméstico de câmbio na sessão desta quinta-feira (10) e fechou no maior nível desde julho.

Isso aconteceu após a fala crítica do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva ao teto de gastos e dúvidas sobre a confecção da PEC de Transição deflagrem temores de mudança do arcabouço fiscal.

Com oscilação de quase 17 centavos entre a mínima (R$ 5,2454) e a máxima (R$ 5,4148), a moeda americana encerrou a sessão em alta de 4,14%, cotada a R$ 5,3966.

Foi a maior valor de fechamento desde 22 de julho de 2022 (R$ 5,4988) e maior alta porcentual desde 16 de março de 2020, dia em que foi decretada situação de emergência na cidade de São Paulo em razão da pandemia de Covid-19.

O real não apenas amargou, de longe, o pior desempenho entre as divisas globais nesta quinta-feira como foi a única moeda relevante, ao lado do peso argentino, a perder valor frente ao dólar.

– Não esperava tanta trapalhada tão rápido. Tenho o receio de que o dólar vá para R$ 6,00. Fim de ano já é ruim com remessas. O céu é o limite – afirmou um gestor de recursos, que pediu anonimato.

Discurso desta quinta-feira assustou o mercado Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

DECEPÇÃO
Quem esperava uma guinada de Lula ao centro se decepcionou com o tom similar ao da campanha eleitoral. Eis uma lista das perguntas do petista: “Por que as pessoas são levadas a sofrerem por conta de garantir a tal da estabilidade fiscal desse país? Por que toda hora as pessoas falam que é preciso cortar gastos, que é preciso fazer superávit, que é preciso fazer teto de gastos? Por que as mesmas pessoas que discutem teto de gastos com seriedade não discutem a questão social neste país?”.

Gasto social, disse Lula, tem de ser visto como investimento. Ele indagou também por que o país tem metas de inflação e não de crescimento. O presidente até temperou sua fala com a lembrança de seu primeiro mandato e o alerta de que é preciso garantir uma política fiscal “séria” para pagar juros da dívida. Nada capaz de anular a percepção de que o novo governo está disposto a mudar as regras do jogo fiscal.

– Agora está um frenesi de gastos, mas ninguém falou de onde vai vir o dinheiro ou de cortes. Só se escuta esse lado – afirmou o head da Tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt.

*AE

 

 

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