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Empresas deixam a Argentina e passam a investir no Brasil

Companhias estariam insatisfeitas com políticas aplicadas pelo governo de Alberto Fernandez

Paulo Moura - 14/07/2020 14h34

Presidente da Argentina, Alberto Fernández Foto: EFE/Christphe Petit Tesson

O ambiente econômico da Argentina após a ascensão dos peronistas Alberto Fernández e Cristina Kirchner ao poder não parece estar agradando algumas empresas do setor automotivo, instaladas no país vizinho. Com uma situação conturbada, algumas companhias já começam a definir novas estratégias tendo como destino justamente o Brasil.

Uma delas, a Saint-Gobain Sekurity, fornecedora de vidros automotivos, fechou um acordo para demissão voluntária de seus 150 funcionários argentinos e a mudança de sua área especializada na produção de vidros para a subsidiária brasileira.

A fábrica, inaugurada em 2016 durante a gestão de Maurício Macri, contou com um investimento de 200 milhões de dólares e um objetivo de fabricar cerca de 200 mil para-brisas por ano. Diante do quadro atual, porém, sofre com dificuldades financeiras.

Em nota, a Saint-Gobain informou que transferiu parte da produção de seus produtos da Argentina para o Brasil. A companhia ressaltou, porém, que a medida é temporária e que seguirá atuando no território argentino atendendo ao mercado de reposição.

Além da Saint-Gobain, outras companhias do setor também já se organizam para migrar ao Brasil, é o caso da Axalta e Basf, produtoras de resinas e tintas para automóveis. A insatisfação das empresas com os argentinos estaria no fato da ameaça do governo esquerdista de estatizar empresas em dificuldade como a Vicentín, uma das maiores companhias argentinas de exportação de soja.

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