Doria diz ser contra nova CPMF defendida por Guedes

Para o governador de São Paulo, é necessário reduzir impostos

Pleno.News - 09/09/2019 16h42

Governador de São Paulo, João Doria Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governador de São Paulo, João Doria, afirmou nesta segunda-feira (9) que é contra a “nova CPMF” do governo federal. O imposto sobre transações financeiras, defendido pela equipe econômica de Jair Bolsonaro, pode ser recriado nos moldes da antiga CPMF, na esteira da reforma tributária.

– Por ser liberal por formação, nosso governo não cria imposto, ele reduz – afirmou.

Ele disse admirar Paulo Guedes, ministro da Economia, mas ressaltou que “não é a favor da nova CPMF”.

Doria, virtual candidato do PSDB ao Planalto em 2022, dedicou sua fala em evento promovido pela Exame a atacar o governo e elogiar o que considera feitos de sua gestão de nove meses como governador de SP.

Citou a redução da alíquota de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para o combustível de aviação, uma medida de incentivo fiscal para ampliar os voos de companhias aéreas para o interior do Estado e também o programa de incentivo à indústria automotiva.

Doria falou ainda sobre a percepção internacional do Brasil, dando ênfase à China, país que já visitou duas vezes neste seu começo de mandato. Já em relação a países europeus, como França, Alemanha e Portugal, ele disse considerar a situação gravíssima, em referência aos atritos gerados pelo governo Bolsonaro, que se intensificaram após a forte repercussão do aumento de desmatamento e queimadas na Amazônia.

– Os consumidores europeus são muito unidos. Se propõem nas redes sociais um boicote à carne brasileira, ninguém compra – afirmou, sobre potenciais retaliações à crise ambiental.

Doria manteve críticas ao governo federal. Disse que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, é uma pessoa não beligerante “com boa formação até” e que foi aconselhado por empresários mais cedo a não fazer um enfrentamento com França e Alemanha.

Ele disse que as ofensas de Jair Bolsonaro e de Paulo Guedes à Brigitte Macron, mulher do presidente da França, Emmanuel Macron, foram desnecessárias, em mais uma sinalização de que está se colocando na oposição ao governo Bolsonaro, que apoiou durante a campanha.

– Você não faz isso com nenhuma mulher. É um mau exemplo – disse.

Ainda assim, Doria disse em seu discurso que é preciso evitar antecipar o processo eleitoral. “Não é hora de eleição.”

– Bolsonaro deve concentrar na gestão de seu governo, e não na eleição – afirmou.

*Folhapress

LEIA TAMBÉM+ Proposta avalia liberação de saque total do FGTS
+ FGTS: Começam nesta semana os saques de até R$ 500


Clique para receber notícias
WhatsApp
Entre e receba as notícias do dia
Entrar no Grupo